Moe's Lucid Dreams
Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…
Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…
26/01/12
Oooh…ahh, Mother should I build the wall?
Mother should I run for President?
Mother should I trust the government?
Mother will they put me in the firing mine?
Oooh…ahh, is it just a waste of time?
Hush now baby, baby, don’t you cry.
Mama’s gonna make all of your nightmares come true.
Mama’s gonna put all of her fears into you.
Mama’s gonna keep you right here under her wing.
She won’t let you fly, but she might let you sing.
Mama’s gonna keep baby cozy and warm.
Ooooh baby, ooooh baby, oooooh baby, of course mama’s gonna help build the wall.
Mother do you think she’s good enough, for me?
Mother do you think she’s dangerous, to me?
Mother will she tear your little boy apart?
Oooh…ah, Mother will she break my heart?
Hush now baby, baby don’t you cry.
Mama’s gonna check out all your girlfriends for you.
Mama won’t let anyone dirty get through.
Mama’s gonna wait up until you get in.
Mama will always find out where you’ve been.
Mama’s gonna keep baby healthy and clean.
Ooooh baby, oooh baby, oooh baby, you’ll always be baby to me.
Mother, did it need to be so high?…
(Waters)
Moe.
[Atomic Lab]
01/12/11
Bom, claro que o vídeo foi carregado de emoção, como o próprio Edu reconheceu em entrevistas posteriores. Claro que a forma de falar foi um tanto agressiva, ou talvez eu deveria dizer, “humana” demais. Era o cara falando sobre o que ele tava sentindo naquele momento, acerca de uma situação que realmente acontece e afeta diretamente o trabalho (e o sustento) dele e de muitos outros. Sem as máscaras de assessoria de imprensa e coisas do tipo, o cara foi bem sincero.
É óbvio que do ponto de vista comercial, foi uma bobagem fazer isso. Lembra daquela tal história que o cliente sempre tem razão? Pois é. Mas, eu concordo com muita coisa do que ele falou, independentemente disso. Eu mesmo já entrei em muita discussão (e entro sempre com gosto, a hora que for) com pessoas que acham que não devem pagar pela música que escutam, e o discurso dele deu uma bela pincelada nisso. No final das contas, é exatamente o que ele disse: sem suporte, essa merda vai acabar.
Claro que muita gente pode ter se sentido ofendida com a afirmação de que o brasileiro valoriza só as bandas de fora, feita de um jeito muito engraçado, apesar de agressivo. Eu mesmo gosto de poucas bandas nacionais. Mas, é claro que ele não estava falando que você DEVE gostar das bandas brasileiras, mas sim que, se você não tem vontade de apoiar os caras, não fique fazendo média em mídias sociais e coisas do tipo, porque elogio não paga contas. Eu acho que eu já falei isso sobre aplausos nesse blog, e o elogio funciona da mesma forma, sendo o aplauso uma forma de elogio.
Pouco tempo depois disso, o Lobão soltou um vídeo se recusando a tocar no Lollapalooza, explicando a sacanagem que os caras estão fazendo, colocando as bandas nacionais somente por terem obrigações legais de fazer isso, deixando a elas os piores horários e condições de trabalho. Para caras que tem uma carreira muito mais longa e significativa do que muitas das bandas gringas que estarão no festival.
Como eu já disse, e quem me conhece sabe, são poucas bandas brasileiras que gosto, prefiro (por estética artística) a sonoridade da língua inglesa no rock e afins, mas acho que o respeito profissional não tem nada a ver com o gosto pessoal. E realmente, o brasileiro não curte respeitar muito coisa nenhuma, quanto mais o trabalho alheio. Curte fazer uma tietagem, curte flertar com os cinco minutos de pseudo-fama porque tá tirando foto apertando a mão de cara famoso pra colocar no Facebook e falar mal do cara depois. Daí vem o Slipknot e canta “People equal shit”, e tem gente que acha que é um exagero niilista. Será?
Moe.
[Atomic Lab]
15/08/11
Para começar, o time é muito bom. John McLaughlin, guitarrista, é um cara muito técnico e criativo, e Dennis Chambers é um batera muito conhecido e competente, além de Gary Thomas (sax), Jim Beard (piano, synth) e Matthew Garrison (bass).
Bom, não vou detalhar muito esse disco. Mas, escrevendo pouco, é jazz instrumental da melhor qualidade, que foge um pouco do lugar comum do estilo. Músicas com climas muito agradáveis, temperadas com as levadas de batera e percussões de Chambers e em alguns momentos com o baixo fretless de Garrison. Eu sou fanático por baixo fretless, bem tocado, claro.
Ótimo disco, vale mesmo a pena para quem quer ouvir o jazz com um sabor um pouco diferente.
Moe.
[Atomic Lab]
01/08/11
Claro que isso não faz de mim um gênio. Também espero que os fãs dela não me entendam mal, mas tem horas em que a gente encontra o que procura.
É incrível como se traça um paralelo fácil entre o estrelato (rock stars, atores, etc) e a morte súbita e prematura. Isso não é novidade e também não começou com Jimi Hendrix. E também não parou em Heath Ledger, como já pudemos perceber.
Isso me faz lembrar de um seriado que eu assistia. Uma das protagonistas estava em um caminho de auto-destruição desde o primeiro episódio. Quando ela morreu, no final da terceira temporada, a série foi resumida no meio da temporada seguinte, porque perdeu muita audiência e foi duramente criticada. Criticada por estar de acordo com a vida real, onde isso acontece de verdade. O que concluo disso é que ver alguém flertando com a morte (tanto na tela quanto numa vida extremamente distante da sua e que você pensa conhecer) é muito interessante para o ser humano. Mas, quando o flerte “cola” e o inevitável acontece, ah, isso ninguém quer ver.
A arte imita a vida, a vida imita a arte, sei lá. A verdade é que nessa história toda, a vida fica banalizada. Quem perde alguém sabe o quão frágil e preciosa é a vida. E, quando acontece algo assim, se coloca no lugar dos familiares que ficam. É só esquecer do artista e imaginar a pessoa que tem por trás e pouca gente conhece. É nesse momento que a poesia acaba.
A dor inspira muitas coisas, isso é bem verdade. Mas será que é realmente necessário que a inspiração venha daí? Diversos artistas que lembro e não vou citar tiveram o fim de suas carreiras marcados por obras depressivas e cheias de dor. Algumas muito boas, por sinal. Boas no âmbito artístico. Mas, será que o ouvinte teve empatia suficiente para imaginar o que a pessoa estava passando para fazer aquela obra?
“Há quem aprenda pelo amor, há quem aprenda pela dor”, dizia uma pessoa muito amada. O segundo aprendizado muitas vezes não depende de escolha nossa, mas o primeiro sim.
E onde isso se cruza com a música?
A vida é feita de oportunidades. Únicas, cada uma delas. O ideal seria que o ser humano conseguisse tirar proveito delas, colaborando com o crescimento da raça. E também parasse de perder tempo fazendo merda.
“How long must I put up with the unholy sound of your gun?”
Kip Winger
Moe.
[Atomic Lab]
P. S.: Obrigado ao meu amigo Edson Rossatto, que, ao me deixar umas duas horas esperando no metrô, acabou criando a oportunidade de um novo post. =D