Moe’s Lucid Dreams
Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…

Pensando em Negócios

Janeiro 20th, 2010 de Moe
Sempre que alguém quer me engajar numa discussão longa, é só começar a falar sobre música e dinheiro. Junta meu assunto favorito a uma necessidade básica de todos nós…e a coisa pega fogo!

Tio Patinhas - Uncle Scrooge

Nas minhas costumeiras leituras sobre music business, me deparei com o assunto da obtenção do sustento vindo da música. Já discuti isso incontáveis vezes com mais pessoas do que consigo me lembrar. Mas é incrível como, até hoje, nenhuma delas conseguiu derrubar meu argumento mais básico: se você faz um trabalho, você é pago, não? Então, por que diabos você espera que eu trabalhe de graça???

Se você achar que não tenho razão, tem um botão escrito “comentar” em algum lugar no final desse post. Manda ver!

Aí, um qualificadíssimo professor universitário, profissional da música, me contou sobre uma garota que queria ingressar num curso de music business. Ele perguntou, “e você, compra muita música?”, ela disse, “na verdade não, eu assisto aos vídeos no YouTube e faço download dos mp3″. !!! O comentário que ele fez para mim: “esta é uma pessoa que está considerando a música como carreira…de onde ela pensa que vem o dinheiro???”.

Vamos lá, agora me apedreje e diga: vem dos shows!!!

Tio Patinhas - Uncle Scrooge

Aí fico pensando…exatamente agora, começou a tocar Imagine, do John Lennon, na rádio que estou ouvindo. Isso me remeteu aos Beatles, que por sua vez remeteram aos rumores dos shows do Paul McCartney no Brasil, ainda não confirmados. Porque estou dizendo isso? Simplesmente porque eu NUNCA pude assistir a um show de nenhum dos dois, muito menos dos Beatles que eu gosto tanto. Ou seja…se dependesse de mim, com o pensamento do parágrafo anterior…eles teriam morrido de fome??? Porque FAMA não paga contas, DINHEIRO é o que paga.

Agora, claro que tem muita gente que não encara música como trabalho, que acha que músico é desocupado, vagabundo, no máximo um hobbysta excêntrico - e claro que tem “músicos” que contribuem com o pensamento. Conselho meu para essas pessoas: tente tocar um instrumento, tente cantar, tente compor uma música, tente fazer disso um negócio. Quem sabe assim você perceba o TRABALHO que dá. Se não perceber, parabéns! Ou você se contenta com muito pouco ou realmente não tem idéia do que está fazendo.

Claro, existe o outro lado: quem ama música, mas isso realmente está fora do seu poder aquisitivo. Boas notícias: os tempos estão mudando e a tirania de pagar caro por CDs está acabando. Hoje, você não precisa mais comprar um CD caríssimo só por causa de UMA música que gosta, você pode comprar só essa. Você pode ouvir em serviços gratuitos de rádio na internet, que não necessariamente geram dinheiro ao artista mas também não permitem que você tenha posse de algo que não lhe pertence. Você desfruta da música, o artista faz sua divulgação, o quando estiver ao seu alcance, você compra a música. Daí, o artista usa o seu dinheiro para fazer mais música e o ciclo recomeça.

Pense bem antes de interromper esse ciclo. Você pode estar matando seu artista favorito. Costumo dizer que tudo (inclusive amor e ódio) funciona bem na base da reciprocidade: vai daqui se for daí! Se você pensar somente em receber sem dar nada em troca, uma hora você não vai mais ter de onde receber (alguma semelhança com as crises ambientais no planeta todo???). Vou torcer para que isso não aconteça.

“That ain’t working, that’s the way you do it. Get your money for nothing and the chicks for free.”
Mark Knopfler

Moe.
[Atomic Lab]

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A Estrada de Tijolos Dourados

Janeiro 13th, 2010 de Moe
Eis um breve relato sobre alguns eventos recentes que me deixaram pensativo sobre o caminho que percorro.

Moe
foto por Junior Reis

Semana passada houve o primeiro show com a SW Project. Muito divertido! Claro que algumas coisas saem diferente do planejado - inclusive para melhor! - mas o importante é que quem foi se divertiu, eu dei muita risada e pude passar ótimos momentos em companhia de pessoas importantes para mim fazendo coisas importantes para mim. Acho que não fica muito melhor que isso, né?

Depois, eu estava lendo um ótimo artigo que falava sobre Van Gogh e sobre a jornada do artista. Onde estou hoje não é onde estarei amanhã. Se está bom, pode melhorar ou piorar e funciona da mesma forma se estiver ruim. Resumidamente: as coisas mudam.

A essas mudanças pode-se dar o nome de jornada, também conhecida como Vida. Tem aqueles momentos que você guarda bem, tem aqueles que você preferia conseguir esquecer. Mas, no final das contas, todos os momentos funcionam como as notas de uma extensa (ou não) sinfonia, que tem seus movimentos numa seqüência imprevisível e em constante reformulação.

Imaginei a pintura que fizemos com a SW Project semana passada. Deixo meu muito obrigado a quem compareceu, lembrando que as opiniões são sempre bem vindas. Espero você na próxima.

“Life’s a journey not a destination.”
Steven Tyler

Moe.
[Atomic Lab]

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Venha curtir: SW Project

Janeiro 1st, 2010 de Moe
Para começar bem o ano, uma saraivada de classic rock, com alguns toques de pop. Compareça.

SW Project - 07/01/2010

Eu disse que o ano ia ser ocupado. Então, estamos começando fazendo um show de estréia da SW Project, com bastante classic rock, algumas coisas menos conhecidas também, mas nem um pouco menos interessantes. Dia 7 de Janeiro de 2010, no St. John’s, um Pub no estilo Irlandês muito bacana e convidativo, no Tatuapé. Vai ser legal, espero você lá!

“I come alive in the neon light, that’s when I get my moves right!”
Rob Halford

Moe.
[Atomic Lab]

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Um Novo Ano

Dezembro 31st, 2009 de Moe
Certa vez me disseram que sou tão metódico que até a mudança faz parte da minha rotina. Pode ser. Mas o Ano Novo garante que isso acontece com todo mundo - pelo menos uma vez por ano.

Desejo a todos que lêem esse blog um ótimo ano e que tenham passado um Natal maravilhoso. Tem gente que comemora, tem gente que não…mas, se for pra aproveitar essa data simplesmente para desejar algo de bom para as pessoas, que seja!

Algumas palavras de poetas e loucos para pensarmos um pouco…

“Can you see the future though it’s well disguised?
Is the end so certain that you’ve closed your eyes?

Dark as the dark can be, beckons eternity
Exits exist in life as they do on this night
Now’s not the time to sleep, there are still nights to keep
Chances are there to take…now it is time to awaken.

Do you fear the future? Do you fear the night?
Do you fear the morning’s unforgiving light?

Agony, ecstasy, there is no certainty
Exits exist in life as they do on this night
Now’s not the time to sleep, there are still nights to keep
Chances are there to take…now it is time to awaken.”
Paul O’Neill

Moe.
[Atomic Lab]

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Fim de Ano

Dezembro 19th, 2009 de Moe
É uma época que sempre me deixa pensativo. Claro que esse ano não podia ser diferente.

Atomic Lab's Hourglass

Para mim, o final de ano sempre obriga uma avaliação pessoal intensa. É claro que é algo auto-imposto, uma vez que o dia de ano novo também pode ser encarado simplesmente como “o dia depois de 31 de dezembro”. Mas eu acho que é válido pensar que esse dia aperta o “reset” para algumas coisas, é interessante abordar como uma forma de zerar certos contadores para iniciar outros.

Esse ano foi um tanto produtivo. Até certo ponto, consegui escrever bastante nesse blog, consegui passar algumas informações que espero que tenham sido úteis para alguém - e acredito que foram, porque uma das razões de eu estar escrevendo é porque 3 pessoas me perguntaram disso, ou seja, por mais que não pareça, alguém lê isso aqui…

Também foi produtivo musicalmente, consegui fazer algumas coisas que eu tinha planejado, consegui trabalhar em ambos os projetos que tomam a maior parte do meu tempo musical, Atomic Lab e SW Project. E tudo está indicando um 2010 a todo vapor. Graças a Deus.

Claro, muita coisa que eu queria fazer eu ainda não consegui. Mas, olhando por um lado, se não me faltasse nada…o que eu buscaria??? Encontro forças nessa fome que nunca se sacia, nessa vontade de sempre ter feito mais…isso é o que chamo de auto-crítica. Mas o copo está meio cheio!!!

Então, tá na hora de espanar a poeira e virar a ampulheta de novo (como disse meu bom amigo Renato) e já que a areia vai demorar o mesmo tempo para cair, ela não será mais lenta, eu deverei ser mais rápido! Será que consigo passar a perna no tempo? Pode ser que não…mas pode apostar que vou morrer tentando.

“No erasing the time you’re wasting but when you’re wasting you don’t care.”
Paul O’Neill

Moe.
[Atomic Lab]

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Alguns vídeos…

Setembro 29th, 2009 de Moe
Tem algumas coisas na internet que realmente são interessantes de se ver. Aqui vão duas.

Ficou bem famoso esse vídeo. Não precisa de maiores comentários.

Esse eu acabei achando por acaso. Tive a felicidade de ver esse cara ao vivo, a dois metros de distância. WOW!

“I’ve heard a million stories, some self explanatory but then the words fade into gray”
King’s X

Moe.
[Atomic Lab]

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Instrumento sólido, informações nem tanto

Agosto 16th, 2009 de Moe
Essa semana morreu o músico Lester William Polsfuss, mais conhecido como Les Paul. Grande contribuinte do meu instrumento e da nossa música, mas também creditado como inventor da guitarra elétrica de corpo sólido, o que não é necessariamente verdade.

Les Paul

As contribuições dele são inegáveis na música. Desde diversos sucessos até técnicas de gravação usadas até hoje, passando por nada menos que o desenvolvimento, junto com a Gibson, de um dos modelos de guitarra mais famosos de toda a história do instrumento. A verdade é que eu penso que as guitarras podem ser divididas em três espécies: as que se parecem com a Stratocaster (Fender), as que se parecem com a Les Paul (Gibson) e as que não se parecem com nada mais. Seu modelo, que carrega seu nome, foi imortalizado não só por ele próprio, mas por ícones de diversas gerações, como Jimmy Page, Slash, e muitos outros. Foi sim um pioneiro. Mas de pioneiro a inventor, a diferença é um abismo.

De acordo com minhas pesquisas, sua primeira guitarra de corpo sólido foi construída em 1939, a The Log. Mas, Adolph Rickenbacker já vendia esse tipo de guitarra na mesma década de trinta. Além disso, na mesma época, aqui no Brasil, estava sendo desenvolvido um instrumento, então chamado de pau elétrico, cujo princípio era o mesmo da guitarra. Não é sabido ao certo quem fez primeiro, mas o fato é que os americanos assumem a autoria de qualquer coisa que preste. Foi assim também com o avião, então não me surpreende ser assim com a guitarra. E quem achar que estou sendo xenófobo, faça uma pesquisinha.

Bom, invenções à parte, acho que esse ano está sendo montada uma bela banda lá em cima. Azar nosso que continuamos aqui em baixo.

“Man is the parasite, man is the cause. We are destroyers and creators, our precious flaw.”
Warrel Dane

Moe.
[Atomic Lab]

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