E quem disse que ia ser fácil?
Na minha opinião, a resposta é tão simples que chega a ser sarcástica: porque o trabalho não foi meu! Então, isso facilita para olhar de longe e dizer, “ah, se eu fosse o artista X, minha carreira seria fácil, porque o mercado me receberia bem”, ou algo do tipo. Foi o que li hoje numa revista. A matéria comentava as carreiras de guitarristas chamados “virtuosos”, dizendo que se você tivesse o sobrenome Vai, Malmsteen ou Satriani, sua carreira seria mais fácil.

G3 - Joe Satriani, Steve Vai, Yngwie Malmsteen
Eu vejo duas maneiras de interpretar essa colocação. Primeira: se você fosse um dos três, nos dias atuais, sua carreira já estaria estabelecida, com as deles estão. Segunda: a grama do vizinho sempre é mais verde, ou, a guitarra (troque por algo condizente com sua carreira) do vizinho sempre faz mais sucesso que a sua. A primeira, tudo bem, apesar de não estarem no topo de charts da Billboard, os três vivem do que fazem e são felizes com isso. Agora, sobre a segunda…será que é verdade???
Claro que se pensamos que a grama do vizinho é mais verde, pensamos também que a chuva favorece mais sua verdinha que a nossa. E, em diversos casos, não poderíamos estar mais enganados. Volto no que eu disse no começo: não fui eu quem teve a trabalheira toda, então, fica cômodo pensar que foi fácil, não fica? Sobre as carreiras deles, primeiro devo dizer que os três estão muito acima do que se encontra em guitarristas, com relação à técnica e em diversos outros aspectos. Mas, a pedra nasce bruta.
O Yngwie Malmsteen já disse diversas vezes que chegou a estudar DOZE HORAS por dia e foi da Suécia para os Estados Unidos com mais ou menos 18 anos para tentar a sorte. Inovou a abordagem da guitarra com influência da música clássica. O Steve Vai conseguiu seu primeiro trabalho famoso escrevendo a partitura de uma música do Frank Zappa (Black Page, para os curiosos) e mandando para o cara, que imediatamente contratou o Vai para transcrever seu material e descobriu que ele também era um ótimo guitarrista. Vai entrou na banda do Zappa, que o chamava de “Italian Virtuoso”. Depois que o Vai fez sucesso, ele apontou para um cara, até então desconhecido, que tinha sido o professor dele! Claro que os guitarristas, que são os maiores consumidores desse tipo de música, ficaram curiosos sobre quem era o tal de Joe Satriani que ele tinha falado e viram o talento do cara também.
Todo esse papo me enche de vontade de trabalhar cada vez mais! E o motivo é simples: tenho alguns amigos que podem falar bem de mim - e falam. Mas, e se quando o pessoal tivesse ido ver o trabalho do Satriani eles não encontrassem bons resultados?
“I wanna be a busy man. I wanna see a change in the future. I’m gonna make the best of what I have.” Chris DeGarmo
Enviado em Artigo | Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 349
Abril 30th, 2009 às 02:14
[…] Eu adoro esse livro. E também a trilogia Matrix. Mas, que você passa raiva lendo, isso passa. Raiva do filme, já que o livro foi lançado MUITO antes. E isso me levou ao recente processo do Joe Satriani sobre o Coldplay por plágio. Principalmente porque a música ganhou prêmios. E eu não sei quem vai levar a melhor nessa, mas que é bem parecida, é. Para os mais técnicos: a harmonia de certas partes é igual, usando apenas uma substituição de um acorde por outro de mesma função. E a melodia soa como uma variação da primeira. […]
Maio 13th, 2009 às 10:50
[…] Como guitarrista, admiro muito alguns músicos que demonstram destreza e precisão ao tocar seus instrumentos. Alguns dos que gosto foram já muito criticados exatamente por isso, pois há quem defenda que a extrema destreza e o feeling não caminham juntos e eu discordo disso também. Mas, ficando preso ao assunto, grande parte desses músicos já dissertou sobre as horas de estudo que aplicava/ainda aplica ao seu desenvolvimento. Outros, com histórias mais obscuras, geram lendas de pactos com entidades estranhas… […]