Moe’s Lucid Dreams
Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…

Kip Winger - Thisconversationseemslikeadream

Dezembro 28th, 2008 de Moe
Quando fui ouvir esse cd, por se tratar do Kip Winger, eu pensava que escutaria algo para relembrar os velhos tempos do Winger. Me enganei. Mas acabei descobrindo uma pérola do rock progressivo.

Kip Winger - Thisconversationseemslikeadream

Logo na primeira faixa, Kiss Of Life, a introdução entrega o teor do trabalho. Começando com calma e crescendo, com a dinâmica e com a instrumentação, sempre com ótimos timbres e a voz afinadíssima do Kip.

Na segunda, Monster, temos mais presença de contrabaixo, instrumento que ele tocava no Winger, e também do piano, com muito bom gosto. Alguns vocais com a agressividade do hard rock que deixou a antiga banda famosa também aparecem. Na terceira, Endless Circles, há passagens bem dramáticas, típicas de uma música triste, muito bem composta e arranjada. O disco continua, um pouco mais balançado, com Angel Of The Underground, seguida da mais pesada Steam, que ainda mantém as quebradeiras progressivas. I’ll Be Down inicia com um belo timbre de baixo, seguido pela guitarra e teclados. Ótimos backing vocals também, que casam com o crescendo instrumental que ocorre. Naked Son é um exemplo de um violão de 12 cordas usado com bom gosto.

Daniel, a oitava faixa, é mais agitada e contagiante também. Com partes do vocal que lembram novamente os tempos do Winger, mas com a roupagem nova que caracteriza o disco. Faixa recheada de cordas, muito bem arranjadas e executadas, misturadas a timbres de guitarra levemente distorcidos para trazer o rock e uní-lo ao progressivo. As dissonâncias em algumas frases dos violinos dão um sabor inesperado à música. A triste How Far Will We Go tem um sabor de balada, lenta e dramática, com ótimo uso da dinâmica musical, novamente.

Um dos momentos mais progressivos e contemplativos do álbum talvez esteja em Don’t Let Go. Com timbres de stratocaster à lá David Gilmour, a faixa tem um pouco também do sabor do trabalho do Alan Parsons Project, com quem Kip também já trabalhou. E o disco termina com Here, mais ou menos no mesmo clima. É um disco que transmite uma tranqüilidade muito saudável para quem também é fã de música bem mais suja e pesada.

Devo destacar sobre esse álbum a ótima produção do próprio Kip Winger, além das ótimas letras, um tanto introspectivas, o que combina muito com a abordagem progressiva. A grande parte do disco é recheada do ótimo trabalho de guitarra de Andy Timmons, além de um time muito competente. Só tenho elogios para o álbum e, com certeza, será um disco que ouvirei muito ainda.

“The spinning Earth has secrets I have only seen in shadow and sin. Somehow your eyes untie this web of mystery where I can live again”
Kip Winger

Moe

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