Moe’s Lucid Dreams
Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…

Northern Kings - Reborn

Janeiro 18th, 2009 de Moe
Este é um disco muito inusitado. Imagine pegar alguns dos maiores nomes do heavy metal europeu e colocá-los a serviço de versões de clássicos de muito sucesso nos anos oitenta. Foi isso que me chamou atenção para esse ótimo disco, capitaneado por Jarkko Ahola, Marco Hietala, Tony Kakko e Juha-Pejja Leppäluoto.

Northern Kings - Reborn

Começando com Don’t Stop Believing, do Journey, já me agradou logo de cara, pois sou muito fã dos trabalhos do Marco Hietala, que faz o lead nessa música. Em seguida, com We Don’t Need Another Hero, (famosíssima música do filme Mad Max, interpretada por Tina Turner) todos dividem os vocais principais, com ótimas interpretações.

Broken Wings é a próxima e foi recentemente citada nesse blog, quando o disco comentado era do Mr. Mister. Digo novamente que é uma ótima música e sobre essa versão, foi mostrado um lado mais obscuro que eu sempre ouvi nesse som, captando muito bem a tristeza e melancolia da letra.

Rebel Yell, clássico do também fantástico Billy Idol, ganhou uma roupagem mais séria do que a original, que apelava mais para o lado sexual expressado na letra - sim, rebel yell é bem aquele tipo de grito que você está pensando. “In the midnight hour, she cried more, more, more…With a rebel yell, she cried more, more, more”. Apesar de não contar com o insubstituível Steve Stevens, ficou muito boa a versão - mas não será uma opinião unânime. Imagine se você cruzasse o Billi Idol com o Ozzy cantando Perry Mason ou algo do tipo.

Ashes To Ashes, de David Bowie, começa com o tema na guitarra e um baixo pulsante. O vocal, bem melódico e agudo, agrada muito, e a interpretação de Tony se destaca sobre o fundo tenebroso. O riff na introdução de Fallen On Hard Times, do Jethro Tull, parece muito com o de Bark At The Moon, novamente do Ozzy. Marco interpreta muito bem, como sempre, e as melodias de Ian Anderson caem muito bem na voz dele.

I Just Died In Your Arms, do Cutting Crew, tem um clima bem de balada triste, o que soou muito bem na voz de Jarkko. Belos timbres de guitarra, violão e harpa também permeiam esta. A coisa esquenta mais na hora do solo, bem lento e focado em frases, bem como deveria ser mesmo. Sledgehammer, famosíssima do Peter Gabriel, ganhou uma introdução de épico, com orquestra. Também com ótimos timbres e interpretação. Agora, Don’t Bring Me Down é bem uma escolha inusitada. Homenageando o Electric Light Orchestra, Jarkko mostra seu vocal muito bem colocado, com uma música de uma banda que definitivamente não teria muito a ver com heavy metal.

A famosa In The Air Tonight, do Phil Collins, é cantada com maestria pelo Marco, que mostra muito bem porque sou fã dele. A interpretação é fabulosa, tanto nos momentos intimistas, como a introdução, como no final, com a voz gradiosa mostrando a que veio. Esse final contrasta com o introdução sinistra de Creep, originalmente do Radiohead, com Juha mostrando que poderia estar no Type O Negative. Bem interessante para quem gosta da sonoridade gótica e sinistra.

Seria muito difícil saber que Hello é do Lionel Richie, levando em consideração as cavalgadas de guitarra características do heavy metal que foram usadas nessa versão. E o álbum termina com Brothers In Arms, do Dire Straits, que combinou muito com o arranjo de orquestra.

Ótimo disco para quem busca uma nova visão sobre coisas antigas. É inspirador ouvir algumas das interpretações e perceber o que pode ser feito se não ficarmos limitados pelo que já existe.

“And I wonder when we are ever gonna change it…Living under the fear ’till nothing else remains”
Terry Britten and Graham Lyle

Moe.

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Uma resposta

  1. Moe’s Lucid Dreams » Blog Archive » Tarot - Suffer Our Pleasures

    […] Tarot - Suffer Our Pleasures Março 22nd, 2009 de Moe Não vai ser primeira vez que digo nesse blog que Marco Hietala é um grande vocalista. Aqui está mais um disco para reiterar essa afirmação, Suffer Our Pleasures, o penúltimo da sua banda, Tarot. […]

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