Bozzio/Levin/Stevens - Black Light Syndrome

Claro que música instrumental não é o tipo popular, então, nem deve se esperar que não tenha experimentalismos diversos, ainda mais com quem há envolvido no álbum. Mas, é claro que impera o bom gosto, na minha opinião.
Desta vez não vou entrar em detalhes separadamente sobre cada faixa, então vou fazer comentários mais gerais sobre o clima do disco.
Como era de se esperar de músicos virtuosos e experimentalistas, há faixas bem longas, mas que fluem de forma a não ficar de forma alguma cansativas. Tem sempre muito movimento e variação, indo das viagens percussivas até a veia flamenca de Stevens.
Outra ótima qualidade, que já era de se esperar também, é a timbragem dos instrumentos. Violões de nylon, combinados com a bateria, percussões e baixo, tudo muito bem casado, contribuindo para o clima de cada música e das viagens já citadas. O bom uso da dinâmica é uma marca muito importante das nuances mais progressivas do disco.
Como eu já escrevi anteriormente, não vou comentar faixas, mas tenho uma recomendação: ouça, e ouça o disco inteiro! Gostei muito do trabalho todo, mas, dou destaque ao Steve Stevens, uma vez que seus instrumentos e interpretação estiveram à frente em todo o disco. Mas, nada disso seria possível sem os molhos de Terry Bozzio e a solidez de Tony Levin.
Moe.
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Janeiro 27th, 2009 às 21:10
Excelente disco!! Faz um tempo que nao escuto ele!! Gosto muito da faixa titulo e uma que se chama duende ou coisa do tipo!
Janeiro 27th, 2009 às 21:56
Sim, tem uma DUENDE no meio do disco…hehehe…esse não é exatamente um disco “novo” para mim, mas resolvi postar sobre ele, porque pouca gente conhece…de repente alguém acaba descobrindo esse álbum por aí!
abraços