Moe’s Lucid Dreams
Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…

Kiss - Carnival Of Souls: The Final Sessions

Fevereiro 15th, 2009 de Moe
A banda não fez segredo que queria gravar um disco diferente dos outros. Enquanto isso pode desagradar aos fãs mais ortodoxos, também pode mostrar uma versatilidade da banda, canalizada para uma sonoridade densa e pesada, escura.

Nessa época, estavam na banda Paul Stanley e Gene Simmons, como sempre, e Bruce Kullick e Eric Singer. A proposta era levar isso em consideração e, fazendo um trabalho diferente, mostrar as características dessa formação.

Kiss - Carnival Of Souls

Hate e Rain são agitadas, cheias de riffs que mostram o clima do álbum, que não remete aos clássicos. Cantadas por Gene e Paul, respectivamente, são ótimas amostras do que se trata o trabalho.

Master & Slave tem dinâmicas interessantes, com Paul usando bem o seu alcance vocal. Já Childhood’s End, começa arrastada, com um ótimo riff, seguido por timbres mais limpos de guitarra. Fazendo contraste, I Will Be There é uma balada, também triste, com um belo solo de violão, com cordas ao fundo, realmente de muito bom gosto.

Jungle volta com mais movimento, e algumas melodias diferentes do que Paul normalmente faria, misturadas com sua pegada característica. Destaque para o baixo (gravado por Kullick), que domina boa parte da música, dando um tempero especial, similar a In My Head. It Never Goes Away talvez seja a mais arrastada do disco, bem densa.

Seduction Of The Innocent mostra levadas interessantes de bateria, mais trabalhadas, especialmente nas estrofes. I Confess faz uso de cordas novamente, mas agora para criar um clima mais sinistro, antes de entrarem as guitarras, voltando depois na música. In The Mirror é cheia de pausas nos riffs e vocais, muito bem usadas. Segue a última faixa, I Walk Alone, cantada por Bruce.

É realmente um álbum diferente dos outros, que talvez alguns fãs torçam o nariz, mas eu gostei muito. É muito mais um disco de heavy metal, mais pesado que de costume para eles. Tentaram fazer algo diferente e conseguiram. Talvez eles mesmos não gostem de algum aspecto do disco, mas vale a pena conhecer esse lado mais pesado e sombrio do Kiss.

“Outside, we search for something, inside, we still have nothing.”
Paul Stanley

Moe.

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3 respostas

  1. Rodrigo

    Querido Noé..
    cara eu tenho o cd, e eu acho o cd simplismente do caralho.Quando eu mostrei pro meu irmao, ele não acreditou que era kiss, justamente pela pegada.
    Hate é uma musica muito bem trabalhada, principalmente na bateria. Eric manda muiito bem cara
    acho que não tem uma musica que eu diga ” pqp que lixo” o cd inteiro é muito bom.
    dando distaque para a in the mirror, que é foda tbm
    acho foda as viradas do Eric.
    é isso ai vei..
    mandou bem no comentario
    absss

  2. Eduardo

    Carnival of Souls é um album fantástico. Canções fantásticas com ótima pegada. Uma dinâmica intensa e sombria. Um som bem mais pesado que o habitual Kiss dos anos 80 e 70 e que infelizmente por pressão da gravadora e por falta de iniciativa da própria banda ficou renegado à obscuridade.
    Nunca fui a favor do reunião da banda original e esse disco é um dos motivos. O Kiss seguia para um futuro muito mais interessante do que virar cover deles próprios.

  3. Moe

    Pois é, meus caros. Acho que os fãs tem dificuldade em aceitar certas mudanças nas bandas que curtem, por isso é sempre perigosa essa ousadia que o Kiss empregou (muito bem, na minha opinião) nesse disco.

    Sobre formação, realmente, eu acho que existe um precipício entre Ace & Peter e Paul & Gene. Claro que a importância dos dois é inegável, mas a banda está se dando muito bem sem eles.

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