Kiss - Carnival Of Souls: The Final Sessions
Nessa época, estavam na banda Paul Stanley e Gene Simmons, como sempre, e Bruce Kullick e Eric Singer. A proposta era levar isso em consideração e, fazendo um trabalho diferente, mostrar as características dessa formação.
Hate e Rain são agitadas, cheias de riffs que mostram o clima do álbum, que não remete aos clássicos. Cantadas por Gene e Paul, respectivamente, são ótimas amostras do que se trata o trabalho.
Master & Slave tem dinâmicas interessantes, com Paul usando bem o seu alcance vocal. Já Childhood’s End, começa arrastada, com um ótimo riff, seguido por timbres mais limpos de guitarra. Fazendo contraste, I Will Be There é uma balada, também triste, com um belo solo de violão, com cordas ao fundo, realmente de muito bom gosto.
Jungle volta com mais movimento, e algumas melodias diferentes do que Paul normalmente faria, misturadas com sua pegada característica. Destaque para o baixo (gravado por Kullick), que domina boa parte da música, dando um tempero especial, similar a In My Head. It Never Goes Away talvez seja a mais arrastada do disco, bem densa.
Seduction Of The Innocent mostra levadas interessantes de bateria, mais trabalhadas, especialmente nas estrofes. I Confess faz uso de cordas novamente, mas agora para criar um clima mais sinistro, antes de entrarem as guitarras, voltando depois na música. In The Mirror é cheia de pausas nos riffs e vocais, muito bem usadas. Segue a última faixa, I Walk Alone, cantada por Bruce.
É realmente um álbum diferente dos outros, que talvez alguns fãs torçam o nariz, mas eu gostei muito. É muito mais um disco de heavy metal, mais pesado que de costume para eles. Tentaram fazer algo diferente e conseguiram. Talvez eles mesmos não gostem de algum aspecto do disco, mas vale a pena conhecer esse lado mais pesado e sombrio do Kiss.
“Outside, we search for something, inside, we still have nothing.”
Paul Stanley
Moe.
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Fevereiro 23rd, 2009 às 17:57
Querido Noé..
cara eu tenho o cd, e eu acho o cd simplismente do caralho.Quando eu mostrei pro meu irmao, ele não acreditou que era kiss, justamente pela pegada.
Hate é uma musica muito bem trabalhada, principalmente na bateria. Eric manda muiito bem cara
acho que não tem uma musica que eu diga ” pqp que lixo” o cd inteiro é muito bom.
dando distaque para a in the mirror, que é foda tbm
acho foda as viradas do Eric.
é isso ai vei..
mandou bem no comentario
absss
Abril 13th, 2009 às 14:30
Carnival of Souls é um album fantástico. Canções fantásticas com ótima pegada. Uma dinâmica intensa e sombria. Um som bem mais pesado que o habitual Kiss dos anos 80 e 70 e que infelizmente por pressão da gravadora e por falta de iniciativa da própria banda ficou renegado à obscuridade.
Nunca fui a favor do reunião da banda original e esse disco é um dos motivos. O Kiss seguia para um futuro muito mais interessante do que virar cover deles próprios.
Abril 14th, 2009 às 00:32
Pois é, meus caros. Acho que os fãs tem dificuldade em aceitar certas mudanças nas bandas que curtem, por isso é sempre perigosa essa ousadia que o Kiss empregou (muito bem, na minha opinião) nesse disco.
Sobre formação, realmente, eu acho que existe um precipício entre Ace & Peter e Paul & Gene. Claro que a importância dos dois é inegável, mas a banda está se dando muito bem sem eles.