Moe’s Lucid Dreams
Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…

Slipknot - All Hope Is Gone

Fevereiro 22nd, 2009 de Moe
Em outro artigo nessa semana, comentei sobre a representação de personagens por parte dos artistas. Uma banda que sempre teve essa abordagem foi o Slipknot. E essa semana, eu estava ouvindo o último disco, All Hope Is Gone, lançado no ano passado.

Slipknot - All Hope Is Gone

Devo começar dizendo que tem praticamente tudo que se espera de um álbum deles: músicas pesadas, vocais agressivos, muitos riffs de guitarra. E outras coisas que eles incorporaram nesse trabalho: mais elaboração em alguns aspectos, como nos solos de guitarra e músicas mais leves, não tão agressivas. O guitarrista Mick Thomson (#7) disse que esperou anos para fazer algumas das coisas que estão nesse disco.

Sobre todo o lance de sonoridade do disco - não somente deste - o que nunca me pareceu é que tem nove caras tocando. Olha só, NOVE pessoas é gente pra caramba! Mas o disco é muito bem produzido, o que faz as coisas soarem cada uma no seu lugar, sem interferir umas com as outras. Talvez seja por isso. Ou talvez eles realmente aproveitem o time inteiro ao vivo mesmo. Além disso, eles aumentaram a seção de percussão, o que abre ainda mais possibilidades para a bateria.

Após uma breve introdução com Execute, Gematria (The Killing Name) surge, enérgica, com riffs de pergunta/resposta das guitarras e ótimos solos, que não se viam nos primeiros trabalhos, com Mick Thomson e James Root (#4). Vocais de Corey Taylor (#8) bem agressivos, como de costume. Sulfer acompanha esse clima, com a bateria a todo vapor, com abuso do bumbo duplo.

Psychosocial é uma daquelas que vai agradar muito aos fãs, tem o tipo de riff pra balançar a cabeça ouvindo, com a agressividade que tornou a banda famosa. Dead Memories é um pouco mais sinistra, com guitarras limpas com ótimos timbres e mais dinâmica no vocal, com refrão bem marcante.

Vendetta é bem acelerada, com Joey Jordison (#1) abusando do bumbo novamente e Sid Wilson (#0) dos scratches, com gang vocals em alguns pontos e bastante contraponto das guitarras. Butcher’s Hook mostra bem na introdução a expansão da seção de percussão, de Chris Fehn (#3) e Shawn Crahan (#6), com uso de pratos, além dos tambores convencionais (se é que barris de cerveja podem ser considerados assim…risos). Em contrapartida, Gehenna é mais arrastada, mas não menos violenta.

This Cold Black e Wherein Lies Continue são mais diretas, com as características comuns à banda. Ao contrário de Snuff, que mostra uma busca por uma sonoridade nova, com uso de violões e guitarras limpas, e o vocal mais melódico e suave. A antítese aqui é que “snuff” é um tipo de filme no qual há morte ou violência real, não encenada.

All Hope Is Gone tem todos aqueles elementos esperados da banda, com a adição dos solos já citados. É o tipo de música agitada e com muita coisa acontecendo, que dá trabalho para a banda inteira, bem como Child Of Burning Time. Vermillion Pt. 2 também aponta a versatilidade e direcionamento diferente de algumas músicas, com arranjos bonitos que agradariam fãs de música mais suave também. Ótima música, muito bem arranjada e mostra outro lado da banda. Finalizando, ‘Til We Die também tem arranjos menos agressivos, e é um pouco arrastada, com riffs mais lentos.

Acredito que este disco aponte alguns novos caminhos para o Slipknot, que está agregando elementos novos sem deixar de lado o que lhe fez fama. Espero que os mais fanáticos não torçam o nariz, visto que não me parece uma simples mudança, mas sim uma expansão de todo o vocabulário da banda.

“A broken promise is as good as a lie.”
Slipknot

Moe.

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4 respostas

  1. Moe’s Lucid Dreams » Blog Archive » A frágil arte da existência

    […] Uma das lutas dele foi fazer funcionar algo muito novo com uma estrutura muito precária. Até hoje, esse tipo de música não é muito popular, embora tenham algumas bandas fazendo coisas influenciadas pelo death metal e conseguindo bastante exposição - vide Slipknot. [LINK] Mas, na época que o Death começou, perto do início dos anos 80, o mercado todo girava em volta de outras coisas, saindo da era da Disco Music para entrar na era do Glam. E onde uns caras usando couro preto, com uma sonoridade muito crua, pesada e agressiva, falando um monte de verdades que a mídia não queria ouvir e também com temáticas de terror se encaixariam? Sei lá. Mas o Chuck sabia. Fez o que foi necessário. O maior exemplo disso é que ele cantou como ele conseguia, porque não tinha vocalista. E o tipo de trabalho que ele fez com a voz acabou virando marca registrada do estilo, e copiado por muita gente. Ele conseguiu fazer a coisa acontecer com o que ele tinha nas mãos. […]

  2. Rodrigo

    Bom, cá estou para comentar a respeito do cd querido Noé afinal.. viciado em slipknot que sou né mew uhauhaauhauhauha
    cara eu tenho todos os cds deles.. incluindo o all hope..
    e te digo que houve uma evolução muito grande, principalmente da parte do corey.
    cara a sonoridade do vocal melhorou pra caralho.. parece que agora ele ta cantando como deveria ser ta ligado??? os cds anteriorees, tipo o Slipknot mesmo de (1999), ele berra muito e por mais que eu goste.. as vezes sentia falta de alguma coisa mais cantada saca..
    mas enfim.. eu achei demais esse cd novo deles..
    tipo ouço todo dia cara.
    é fodaaaa
    absss

  3. Moe

    OPA!

    Eu tenho ouvido bastante também. Concordo plenamente sobre o vocal. Curto a agressividade, mas acho que é fundamental um lance mais melódico, que além de mostrar a versatilidade do músico, contribui para deixar a coisa toda mais completa, sem comprometer a proposta da banda.

    Discão!

    Abraços!!!

  4. Thalles

    E ae galera fmza? Slip é mto foda cara… curti o ultimo CD pra caralho… ou melhor curto todos eles… mas então aproveitando o espaço se quiserem ver meu cover da musica Before I Forget no youtube!!! se der votem tb!! vlw T+

    http://www.youtube.com/watch?v=0n7v0iRqXyw

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