Propósitos maiores
Ambos os documentários foram do Dream Theater, banda que gosto muito e tenho como grande influência, por unir dois dos estilos com os quais mais me identifico, o metal e o progressivo. Riding The Train Of Thought foi o primeiro e Chaos In Progress - The Making Of Systematic Chaos foi o segundo documentário. Ambos narram e mostram dias de trabalho da banda, em dois momentos, os bastidores de um show no Japão e a criação de um álbum novo.
O que tudo isso me mostrou a respeito de propósitos foi, para começar, a conhecida dedicação dos membros ao trabalho. Elaboração de setlist dos shows, passagens de som com os caras deitados no chão sofrendo por conta do jetlag, idéias surgindo em meio às gravações no estúdio e o nível de auto-crítica que eles colocam no trabalho, procurando os caminhos para obter sempre o melhor resultado possível.
É bom ver tudo isso. E é mais inspirador ainda por não se tratar de uma banda da qual a mídia fala muito. Claro, grande parte dos leitores do blog conhecem e gostam, diversas pessoas da minha rede de contatos conhecem. Mas, não é o tipo de show que é comentado nos telejornais ou na mídia impressa não-especializada. Mas, a dedicação deles é respondida com duas vozes muito altas: os ótimos resultados obtidos e a fidelidade dos admiradores.
Se o propósito for fazer concorrência com a música insossa que permeia os meios de comunicação atualmente, esqueça. Esse é definitivamente o caminho errado. Mas, o mundo precisa de bons músicos, não de gente famosa. Claro que a fama é boa, traz reconhecimento, às vezes dinheiro. Mas, se o propósito for um bom trabalho, se o propósito for transmitir a sua visão com a sua música, é preciso mais que fama. É preciso coragem e determinação para seguir com a meta que você mesmo estabeleceu. E paciência para esperar os resultados.
“And just when you’re through hanging on, you’re saved.”
Mike Portnoy
Moe.
Enviado em Artigo | Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 120

Julho 20th, 2009 às 18:06
FAMA… Vinculado aos posts superiores, cara, às vezes o raio do mainstream requer que vc seja melhor que o melhor e que isso é algo vinculado à FAMA… sei lá… parece intrínseco num dado ponto de vista… essa eh a impressão que tenho, às veses…
Julho 21st, 2009 às 00:55
É bem complicado isso. No fundo, nós queremos que nossos ídolos sejam famosos e contribuímos para isso. Ótimo. Nada melhor do que a fama bem justificada pela qualidade da arte. Antes fosse sempre assim…