Uma nova monarquia

Antigamente, as coisas eram mais simples. O mais popular era o que vendia mais discos. Atualmente, você pode vender mais uma música do que outra, dentro de um mesmo disco. Você pode optar por dar sua música de graça e vender ingressos para os shows. Você pode fazer os shows de graça e optar por vender as músicas. Você pode fazer muitas coisas que antes eram impraticáveis. Você pode ainda ter uma gravadora ou ser totalmente independente. Como se medem os resultados com tantas variáveis?
Medir pode não ser tão difícil, uma vez que tudo que citei é “quantificável”. O problema seria comparar os resultados de uma origem e de outra. Você poderia conseguir reunir muitas pessoas em shows, mas as vendas das músicas podem não ir tão bem. Você pode, com isso, acabar vendendo mais camisetas do que músicas. Mas, você é músico ou estilista? Claro que isso ajudaria a espalhar o nome da banda, despertar curiosidade. Mas como um “Top X” de artistas seria montado? E para que isso seria montado?
O que eu tenho reparado é que cada vez menos eu conheço os artistas que estão nessas listas. Nunca fui um cara chegado na “modinha”, acho que modismos massificam as pessoas e eu não gostava de uniforme nem quando estudava na pré-escola (que na época ainda tinha esse nome). Mas é claro que podem surgir coisas interessantes que tomam proporções mundiais. Mas, atualmente, existem muito mais formas de ser “interessante”, mas ainda não existem muitos meios de medir isso. Existe uma forma antiga de encarar algo completamente novo. Existe um mercado morrendo para dar lugar a outro novo.
“I don’t wanna have it all, I just wanna have enough.”
Corey Taylor
Moe.
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Julho 20th, 2009 às 18:11
Creio que as pessoas não querem mais prestar atenção. . . nessa eu tb vou na leva, assumidamente, uma distraída… não que eu viva na modinha, mas sabe que sempre adorei uniformes? E não, nada a ver com fetiche nem nada, mas sim pela praticidade. Sou um ser prático e uniforme é prático… Quer coisa mais fácil do que acordar atrasado de manhã pro trabalho e ja saber o que colocar: o uniforme d ontem? rs… Mas essa coisa de músico e estilista… tudo tem a ver com a imagem, correto? Isso realmente é estranho porque m´sucia “não se vê”, mas a realidade é essa aí, caso não fosse, não faríamos releases bem bolados e coisas afins…. “faríamos” generalizando a coisa, porque bem sabemos que tem gente que é só foto e release, nada mais. Eu achava o Mamonas Assassinas uma besteira e o negócio até hoje domina o povão prncipalmente o “aniversário da morte” dos caras… não gosto não, mas reconheço o gênero de trabalho. Se tocar até danço e dou risada… é que eu gosto de uniformes, mas sempre costumizados…
Julho 20th, 2009 às 18:13
AH LEMBREI!!! Outro dia, há alguns anos aí, um rapaz que tinha cabelos curtos me disse todo metido à besta “AH VC GOSTA DE NIRVANA PORQUE NÃO ‘COMPREENDE’ A ESTRUTURA DA MÚSICA. QD SACAR QUÃO SIMPLES É, VAI PARAR DE GOSTAR TANTO ASSIM…” - com umas palavras semelhantes… Pois é, não é que vc estava certo?
Falaí… minha memória é de elefante, não?
Julho 21st, 2009 às 00:53
Então, tudo eu acho que culmina num lance multi-sensorial. Você vai num show para VER além de ouvir…o problema é quando fica mais interessante ver do que OUVIR, em se tratando de música né.
Praticidade, é verdade. Mas a gente acaba customizando, porque a praticidade cansa…sabe aqueles solos que você não tira pra poder improvisar na música? hehehe É bem por aí. E os gostos vão mudando…mas o que é realmente importante pra gente, sempre fica.
Julho 30th, 2009 às 12:46
COSTUMIZADOS NADA!! customizados, num belo estrangeirismo…
E sim há coisas absurdamente simples que são ótimas e não deixam nunca de ser maravilhosas.. as melhores, em alguns casos, mas há outras que não. Os gostos mudam… coisa de ponto de vista.
Que bom, caso contrário estaríamos parados. Paradões de tudo na vida.
Excelentes posts os seguints, inclusive!
MICHAEL JACKSON - a imagem. Se ele não tivesse sido tachado de pedófilo talvez ele seria a moda com seu estilo “vigente” e não apenas com a lembrança de seu brilhante alvorecer musical.