Inimigos da Realidade

Se você ainda não está vendo uma foto aqui, isso significa que o serviço de FTP da Locaweb está uma merda e eu não consegui atualizar os arquivos. O serviço de cobrança deve estar funcionando, já que recebi meu boleto direitinho…
O Nevermore surgiu das cinzas de outra banda, o Sanctuary, que se desfez na época que o grunge varreu o mercado musical. A razão desse rompimento foi justamente o direcionamento musical e os membros que queriam manter a direção formaram a banda nova, Warrel Dane (vocal), Jim Sheppard (baixo) e o recém-chegado Jeff Loomis (guitarra). Apesar de nem todas as músicas do primeiro álbum terem sido gravadas por ele também, uniram-se ao baterista Van Williams e tiveram alguns guitarristas ao lado de Loomis ao longo dos anos, pois ao vivo não era possível executar as músicas devidamente com só um guitarrista. Atualmente, a banda conta com Steve Smyth na guitarra também, que já está estabilizado há alguns anos nessa formação.
Algumas coisas precisam ser ditas sobre essa banda para quem quer conhecer. Primeiro, são de Seattle, ou seja, estavam no olho do furacão que acabou inclusive com o Sanctuary, mas jamais seguiram as tendências do mercado para se destacar. Segundo, todos os músicos são muito competentes! Na verdade, Jeff Loomis foi o responsável por Marty Friedman ter entrado no Megadeth, pois Loomis fez um teste para o posto na banda, mas como tinha apenas 16 anos (!), Dave Mustaine não podia arrebanhá-lo, mas disse a ele que um dia ele seria um grande e importante guitarrista. Ele, quando encontrou-se com Friedman, falou da vaga e este foi atrás…o resto é história do Megadeth.
Bom, além de falar dessa ótima banda (para quem gosta do tipo de música que eu descrevi, claro), eu queria trazer à tona a perseverança do Jeff Loomis. Atualmente, mais ou menos vinte anos depois da conversa com Mustaine, Loomis toca nos maiores festivais de metal do mundo, tem discos vendidos no mundo todo, uma carreira bem sólida com sua banda (apesar de que o mais perto que eu os vi da mídia aqui foi num vidro de ônibus, num anúncio do festival Live And Louder) e com um ótimo álbum solo lançado no ano passado. Uma carreira de sucesso. Tivesse ele se deixado abater por não poder entrar no Megadeth naquela época, por um mero detalhe que nada tinha a ver com sua musicalidade, e as coisas todas teriam sido muito diferentes. Perseverança e trabalho. Realmente, é um combo imbatível.
“Reality is distortion of perception. (…)
There is no stronger drug than reality. We are the enemy.”
Warrel Dane
Moe.
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Julho 30th, 2009 às 09:09
Como você previa, a foto não está aparecendo…
Julho 30th, 2009 às 10:25
Culpa da LOUCAweb…
Agosto 3rd, 2009 às 19:30
[…] O Mundo Precisa de Um Herói Agosto 3rd, 2009 de Moe Outro dia, citei o Dave Mustaine e o Megadeth num artigo e resolvi falar um pouco sobre isso. Falar sobre Mustaine não é possível sem falar sobre Megadeth e vice versa. É praticamente como se fosse uma carreira solo com nome de banda, de forma que uma coisa é completamente relacionada com a outra. […]
Agosto 13th, 2009 às 21:28
[…] Eu não tenho a mínima formação em medicina, mas eu acredito que isso remeta à genética. Herança genética, para ser mais exato. Faz tempo que existem os padrões musicais, as coisas consideradas “bonitas” e “certas”, que podem não ser as únicas a agradar ao ouvinte, vide meus artigos falando sobre bandas de sonoridade caótica. Mas, o que penso é que o considerado bonito e certo é na verdade o previsível. Sabe quando entra aquele refrão que você decora de primeira? Aquela passagem “grudenta”? Isso é obtido dado ao grau de previsibilidade da passagem, unido à interpretação do artista e apoiado pela sua herança genética de várias gerações achando aquilo bonito. Daí se montam as relações matemáticas entre as notas na formação de escalas e tudo mais. Daí se explica porque a música pop é pop e porque outras são esquisitas e difíceis de ouvir. […]
Setembro 10th, 2009 às 15:17
Hi from google Google-TCW