Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…
Sobre a Morte de Amy Winehouse…e tantos outros
Claro que isso não faz de mim um gênio. Também espero que os fãs dela não me entendam mal, mas tem horas em que a gente encontra o que procura.
É incrível como se traça um paralelo fácil entre o estrelato (rock stars, atores, etc) e a morte súbita e prematura. Isso não é novidade e também não começou com Jimi Hendrix. E também não parou em Heath Ledger, como já pudemos perceber.
Isso me faz lembrar de um seriado que eu assistia. Uma das protagonistas estava em um caminho de auto-destruição desde o primeiro episódio. Quando ela morreu, no final da terceira temporada, a série foi resumida no meio da temporada seguinte, porque perdeu muita audiência e foi duramente criticada. Criticada por estar de acordo com a vida real, onde isso acontece de verdade. O que concluo disso é que ver alguém flertando com a morte (tanto na tela quanto numa vida extremamente distante da sua e que você pensa conhecer) é muito interessante para o ser humano. Mas, quando o flerte “cola” e o inevitável acontece, ah, isso ninguém quer ver.
A arte imita a vida, a vida imita a arte, sei lá. A verdade é que nessa história toda, a vida fica banalizada. Quem perde alguém sabe o quão frágil e preciosa é a vida. E, quando acontece algo assim, se coloca no lugar dos familiares que ficam. É só esquecer do artista e imaginar a pessoa que tem por trás e pouca gente conhece. É nesse momento que a poesia acaba.
A dor inspira muitas coisas, isso é bem verdade. Mas será que é realmente necessário que a inspiração venha daí? Diversos artistas que lembro e não vou citar tiveram o fim de suas carreiras marcados por obras depressivas e cheias de dor. Algumas muito boas, por sinal. Boas no âmbito artístico. Mas, será que o ouvinte teve empatia suficiente para imaginar o que a pessoa estava passando para fazer aquela obra?
“Há quem aprenda pelo amor, há quem aprenda pela dor”, dizia uma pessoa muito amada. O segundo aprendizado muitas vezes não depende de escolha nossa, mas o primeiro sim.
E onde isso se cruza com a música?
A vida é feita de oportunidades. Únicas, cada uma delas. O ideal seria que o ser humano conseguisse tirar proveito delas, colaborando com o crescimento da raça. E também parasse de perder tempo fazendo merda.
“How long must I put up with the unholy sound of your gun?”
Kip Winger
Moe.
[Atomic Lab]
P. S.: Obrigado ao meu amigo Edson Rossatto, que, ao me deixar umas duas horas esperando no metrô, acabou criando a oportunidade de um novo post. =D
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por Moe em 1 de August de 2011 às 23:51, e está arquivado em Post. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |

há 6 meses atrás
Nem posso criticar a Amy porque eu fui fã de um auto-destruidor também (Jim Morrison), mas uma coisa te digo: foi uma grande cantora. =/ Eu ouvi os dois álbuns dela (Frank e Back To Black) e tem a sonoridade pura do Jazz que estava esquecido por um bom tempo, mas foi a escolha dela. Morreu pra virar mito…
… ou não.
há 6 meses atrás
Ah, todo mundo que gosta de rock foi (é) fã de alguém assim, o que não justifica o comportamento. Longe de ser moralista, o que eu estou falando é que gostaria de tê-los vivos dando continuidade na proliferação da boa música =D Acho que nenhum fã de verdade gosta de ver seu ídolo morto, ainda que com isso ele atinja status de mito ou mártir. Tem uma banda MUITO boa sendo montada lá em cima…provavelmente bem melhor do que as daqui de baixo! =D
beijos
há 6 meses atrás
Duas horas? Ainda bem que você é um puta músico, pois não tem noção de tempo.
Marcamos 9h30min.
Você me ligou às 10h15min (e me acordou).
Cheguei ao metrô às 11h20min.
Ou seja: você chegou atrasado ao horário combinado 45 minutos enquanto eu te deixei esperando por apenas 50 minutos. Equilibrado, né?
Parabéns pelo post, Joselito!
há 6 meses atrás
tks! =D
há 6 meses atrás
Outro dia li por aí “ah a Amy é como todos os outros super artistas que morreram com a mesma idade dela… São pessoas que têm muita energia, muito o que oferecer e se consomem neles mesmos. Eles doam tudo de si rapidamente e acabam morrendo antes do tempo”… haaa.. sei não viu… Mas tá né, se alguém acha que é isso mesmo,quem sou eu para discordar?! Duro é se todo graaaande artista resolve acreditar nisso.. Aí pronto.
há 6 meses atrás
Hum, se doaram para quem, pra cachaça, cocaína ou o que???
Eu não sou moralista, nem tenho intenção de ser. Acredito que cada um tenha o direito de fazer o que quiser, desde que não afete outras pessoas (o que dificilmente ocorre em certas atitudes) e que, na ponta oposta, ninguém tem obrigação de compreender ou concordar com ninguém (a começar de mim, claro). Isso posto, o que eu enxergo como problema é o fato de colocarem conotação e peso artístico ao consumo de substâncias, lícitas ou não. “Eles doam tudo de si..”??? Desde quando uma agulha na sua veia ou um pó no seu nariz é doação de alguma coisa???
O povo tem que achar que o artista é “anormal” sob algum ponto de vista. Isso funciona como desculpa por eles terem sucesso e nós “não”. Eu não acredito nisso. Acredito que eles tenham devoção à arte, que saibam aproveitar oportunidades, que tiveram um pouco de sorte e muito empenho. 99% de transpiração e 1% de inspiração, na maioria dos casos. Mas esse é o mundo no qual não se pode criticar, porque crítica atualmente é discriminação, é preconceito, é qualquer coisa MENOS uma oportunidade do alvo da crítica crescer.
Como você disse, já pensou se todos entrassem nessa?