Moe

Guitarrista, compositor. Músico em eterno aprendizado, com muita dedicação. @atomiclab

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Artigos por Moe

Mama Said

Mama, she has taught me well
Told me when I was young
“Son, your life’s an open book, don’t close it ‘fore it’s done”
“The brightest flame burns quickest” is what I heard her say
A son’s heart owed to mother
But I must find my way…

Let my heart go
Let your son grow
Mama, let my heart go
Or let this heart be still, yeah, still

Rebel my new last name
Wild blood in my veins
Apron strings around my neck
The mark that still remains

Left home at an early age
Of what I heard was wrong
I never asked forgiveness
But what is said is done

Let my heart go
Let your son grow
Mama, let my heart go
Or let this heart be still

Never I asked of you but never I gave
But you gave me your emptiness that I’ll take to my grave
Never I ask of you but never I gave
But you gave me your emptiness, I now take to my grave
So let this heart be still

Mama, now I’m coming home
I’m not all you wished of me
But a mother’s love for her son unspoken helped me be
Yeah, I took your love for granted
And all the things you said to me, yeah
Need your arms to welcome me
But a cold stone’s all I see…

Let my heart go
Let your son grow
Mama, let my heart go
Or let this heart be still

Let my heart go
Mama, let my heart go
You never let my heart go
So let this heart be still
Oh, oh, oh, whoa…

Never I asked of you but never I gave
But you gave me your emptiness that I’ll take to my grave
Never I ask of you but never I gave
But you gave me your emptiness, I now take to my grave
So let this heart be still…

(Hetfield)
Moe.
[Atomic Lab]

Mother

Mother do you think they’ll drop the bomb?
Mother do you think they’ll like this song?
Mother do you think they’ll try to break my balls?

Oooh…ahh, Mother should I build the wall?

Mother should I run for President?
Mother should I trust the government?
Mother will they put me in the firing mine?

Oooh…ahh, is it just a waste of time?

Hush now baby, baby, don’t you cry.
Mama’s gonna make all of your nightmares come true.
Mama’s gonna put all of her fears into you.
Mama’s gonna keep you right here under her wing.
She won’t let you fly, but she might let you sing.
Mama’s gonna keep baby cozy and warm.

Ooooh baby, ooooh baby, oooooh baby, of course mama’s gonna help build the wall.

Mother do you think she’s good enough, for me?
Mother do you think she’s dangerous, to me?
Mother will she tear your little boy apart?

Oooh…ah, Mother will she break my heart?

Hush now baby, baby don’t you cry.
Mama’s gonna check out all your girlfriends for you.
Mama won’t let anyone dirty get through.
Mama’s gonna wait up until you get in.
Mama will always find out where you’ve been.
Mama’s gonna keep baby healthy and clean.

Ooooh baby, oooh baby, oooh baby, you’ll always be baby to me.

Mother, did it need to be so high?…

(Waters)
Moe.
[Atomic Lab]

E o desabafo, hein?

Esse post está vindo a pedidos. Estava conversando com meu amigo Fernando sobre um vídeo que rolou na internet com Edu Falaschi, conhecido por seus trabalhos como vocalista do Angra e do Almah, soltando um desabafo sobre o mercado e as atitudes dos fãs. Daí ele me disse, “fui no seu blog pra ver o que você tinha falado a respeito”, então vamos lá.

Bom, claro que o vídeo foi carregado de emoção, como o próprio Edu reconheceu em entrevistas posteriores. Claro que a forma de falar foi um tanto agressiva, ou talvez eu deveria dizer, “humana” demais. Era o cara falando sobre o que ele tava sentindo naquele momento, acerca de uma situação que realmente acontece e afeta diretamente o trabalho (e o sustento) dele e de muitos outros. Sem as máscaras de assessoria de imprensa e coisas do tipo, o cara foi bem sincero.

É óbvio que do ponto de vista comercial, foi uma bobagem fazer isso. Lembra daquela tal história que o cliente sempre tem razão? Pois é. Mas, eu concordo com muita coisa do que ele falou, independentemente disso. Eu mesmo já entrei em muita discussão (e entro sempre com gosto, a hora que for) com pessoas que acham que não devem pagar pela música que escutam, e o discurso dele deu uma bela pincelada nisso. No final das contas, é exatamente o que ele disse: sem suporte, essa merda vai acabar.

Claro que muita gente pode ter se sentido ofendida com a afirmação de que o brasileiro valoriza só as bandas de fora, feita de um jeito muito engraçado, apesar de agressivo. Eu mesmo gosto de poucas bandas nacionais. Mas, é claro que ele não estava falando que você DEVE gostar das bandas brasileiras, mas sim que, se você não tem vontade de apoiar os caras, não fique fazendo média em mídias sociais e coisas do tipo, porque elogio não paga contas. Eu acho que eu já falei isso sobre aplausos nesse blog, e o elogio funciona da mesma forma, sendo o aplauso uma forma de elogio.

Pouco tempo depois disso, o Lobão soltou um vídeo se recusando a tocar no Lollapalooza, explicando a sacanagem que os caras estão fazendo, colocando as bandas nacionais somente por terem obrigações legais de fazer isso, deixando a elas os piores horários e condições de trabalho. Para caras que tem uma carreira muito mais longa e significativa do que muitas das bandas gringas que estarão no festival.

Como eu já disse, e quem me conhece sabe, são poucas bandas brasileiras que gosto, prefiro (por estética artística) a sonoridade da língua inglesa no rock e afins, mas acho que o respeito profissional não tem nada a ver com o gosto pessoal. E realmente, o brasileiro não curte respeitar muito coisa nenhuma, quanto mais o trabalho alheio. Curte fazer uma tietagem, curte flertar com os cinco minutos de pseudo-fama porque tá tirando foto apertando a mão de cara famoso pra colocar no Facebook e falar mal do cara depois. Daí vem o Slipknot e canta “People equal shit”, e tem gente que acha que é um exagero niilista. Será?

Moe.
[Atomic Lab]

John McLaughlin – The Heart Of Things

De uns tempos para cá, ando tendo vontade de ouvir jazz. Sempre gostei, mas não é minha escola como o rock and roll e o heavy metal em geral, mas acabei pegando esse disco para ouvir e muito me agradou.

John McLaughlin - The Heart Of Things

Para começar, o time é muito bom. John McLaughlin, guitarrista, é um cara muito técnico e criativo, e Dennis Chambers é um batera muito conhecido e competente, além de Gary Thomas (sax), Jim Beard (piano, synth) e Matthew Garrison (bass).

Bom, não vou detalhar muito esse disco. Mas, escrevendo pouco, é jazz instrumental da melhor qualidade, que foge um pouco do lugar comum do estilo. Músicas com climas muito agradáveis, temperadas com as levadas de batera e percussões de Chambers e em alguns momentos com o baixo fretless de Garrison. Eu sou fanático por baixo fretless, bem tocado, claro.

Ótimo disco, vale mesmo a pena para quem quer ouvir o jazz com um sabor um pouco diferente.

Moe.
[Atomic Lab]