Influências

Sobre Minhas Influências

Eu verdadeiramente acredito que o que você escuta diz muito sobre sua personalidade musical. Não apenas aponta o caminho para seu gosto, mas também direciona para o que você espera obter com o que você está fazendo, por assim dizer. Claro que há diversos níveis de sucesso quando você fala de uma carreira musical, bem como vários caminhos que você pode tomar e vários objetivos que você pode buscar na sua vida. Eu, pessoalmente, acredito que o maior objetivo para um músico – pelo menos é assim para mim – é estar apto a se expressar musicalmente de qualquer maneira que desejar. Quero dizer, ser capaz de fazer o que quiser fazer, tocar o que quiser tocar, soar como quiser soar e passar a mensagem que quiser passar.

Para muitas pessoas isso pode parecer meio óbvio, mas se você começar a pensar nas muitas alternativas que você tem, vai ficar louco. E é por isso que eu tenho algumas predileções, não somente uma ou duas. Porque todos tem um jeito de se expressar das maneiras mais variadas. Você pode pegar Steve Vai como um exemplo de como colocar seu toque em tudo que faz – e ainda ser um perfeito profissional. Você escuta alguma música meio antiga do Whitesnake e pensa, “claro que é ele!”. A maneira como ele toca as notas em todas as músicas mostra sua personalidade – e algumas de suas influências, com certeza. Não consigo esquecer do Frank Zappa quando escuto o material mais antigo do Steve, é inevitável. Também sinto muito da espiritualidade que vem da música dele – e isso me lembra da devoção que ele tem pela guitarra e pela própria música. Steve Vai é o guitarrista que mais admiro – ele quer fazer algo, ele faz, ele constrói o caminho para os objetivos…isso é realmente o que sinto a respeito dele.

Andy LaRocque é outra das minhas principais influências. Quando o escuto tocando com King Diamond, eu realmente entendo o que é o heavy metal. A música deles me tirou do caminho que eu estava seguindo – eu era um cara muito classic rock, ouvindo todas aquelas bandas fabulosas dos anos setenta e sessenta. Quando ouvi pela primeira vez um disco do King Diamond (foi o álbum The Eye) eu realmente gostei, mesmo tendo os vocais bem diferentes de qualquer outra pessoa e há muitas coisas acontecendo em todos os discos. Histórias de terror e discos conceituais são duas coisas que adoro e encontrei ambas em uma caixinha! Sobre as guitarras, o jeito forte e pesado de tocar e palhetar tem um grande papel na minha técnica, bem como o amplo uso de escalas menores e mudanças de tonalidade e fórmula de compasso durante a música. Eles são uma grande influência para mim quando estou compondo e arranjando minha música.

Chris de Garmo e Queensrÿche chegaram com tudo em um show em ’97. A banda tinha ótimas músicas e foi um ótimo show. Após isso, um amigo gravou-me uma fita com músicas do álbum Empire e até hoje eu acho que foi o melhor disco deles (mesmo eu não tendo mais aquela fita). As composições e letras são ótimas e houveram muitas das idéias do Chris ali. Adoro a interação entre as guitarras e a forma como eles usam uma guitarra limpa sobrepondo outra com distorção pesada.

Neste mesmo show em ’97 estava o Megadeth. Eu já tinha ouvido algumas músicas deles mas foi após esse show que procurei mais informações sobre a banda e conheci mais da música deles – ou devo dizer dele. Dave Mustaine é um cara que admiro não apenas porque acho muito boa sua música, mas também porque ele é um exemplo de liderança e que você consegue se esforçar o suficiente. Ele foi chutado do Metallica logo antes da banda fazer sucesso e ele reuniu sua própria banda e manteve suas opiniões apesar de todo o resto. Ele tem sua marca registrada na maneira de tocar e a nas músicas que ele escreve, mesmo com várias mudanças de pessoal na banda.

Mais tarde em ’97 outro amigo trouxe às minhas mãos o álbum Images And Words. A partr do momento que a guitarra tocou as primeiras notas de Pull Me Under, eu gostei do John Petrucci. Seu timbre é ótimo, sua técnica é ótima, as composições são ótimas, toda a banda é ótima. Eu realmente gosto da maneira como eles colocam uma coisa sobre outra, guitarras, teclados, tudo. Este é definitivamente o disco que mais escutei na minha vida até agora.

A ser continuado…

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