Moe's Lucid Dreams
Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…
Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…
03/01/09
Também tenho pensado muito sobre o estreito limiar entre planejar e fazer. E tenho me policiado para alcançar um meio-termo, com a utilização do planejamento em prol de uma melhor utilização do tempo, que é a matéria mais escassa de todas e também a única que, uma vez gasta, não pode ser recuperada.
“And you run and you run to catch up with the sun, but it’s sinking. And racing around to come up behind you again. The sun is the same, in a relative way, but you’re older. Shorter on breath and one day closer to death.”
Roger Waters
Moe.
28/12/08
Logo na primeira faixa, Kiss Of Life, a introdução entrega o teor do trabalho. Começando com calma e crescendo, com a dinâmica e com a instrumentação, sempre com ótimos timbres e a voz afinadíssima do Kip.
Na segunda, Monster, temos mais presença de contrabaixo, instrumento que ele tocava no Winger, e também do piano, com muito bom gosto. Alguns vocais com a agressividade do hard rock que deixou a antiga banda famosa também aparecem. Na terceira, Endless Circles, há passagens bem dramáticas, típicas de uma música triste, muito bem composta e arranjada. O disco continua, um pouco mais balançado, com Angel Of The Underground, seguida da mais pesada Steam, que ainda mantém as quebradeiras progressivas. I’ll Be Down inicia com um belo timbre de baixo, seguido pela guitarra e teclados. Ótimos backing vocals também, que casam com o crescendo instrumental que ocorre. Naked Son é um exemplo de um violão de 12 cordas usado com bom gosto.
Daniel, a oitava faixa, é mais agitada e contagiante também. Com partes do vocal que lembram novamente os tempos do Winger, mas com a roupagem nova que caracteriza o disco. Faixa recheada de cordas, muito bem arranjadas e executadas, misturadas a timbres de guitarra levemente distorcidos para trazer o rock e uní-lo ao progressivo. As dissonâncias em algumas frases dos violinos dão um sabor inesperado à música. A triste How Far Will We Go tem um sabor de balada, lenta e dramática, com ótimo uso da dinâmica musical, novamente.
Um dos momentos mais progressivos e contemplativos do álbum talvez esteja em Don’t Let Go. Com timbres de stratocaster à lá David Gilmour, a faixa tem um pouco também do sabor do trabalho do Alan Parsons Project, com quem Kip também já trabalhou. E o disco termina com Here, mais ou menos no mesmo clima. É um disco que transmite uma tranqüilidade muito saudável para quem também é fã de música bem mais suja e pesada.
Devo destacar sobre esse álbum a ótima produção do próprio Kip Winger, além das ótimas letras, um tanto introspectivas, o que combina muito com a abordagem progressiva. A grande parte do disco é recheada do ótimo trabalho de guitarra de Andy Timmons, além de um time muito competente. Só tenho elogios para o álbum e, com certeza, será um disco que ouvirei muito ainda.
“The spinning Earth has secrets I have only seen in shadow and sin. Somehow your eyes untie this web of mystery where I can live again”
Kip Winger
Moe
24/12/08
Acabei de passar pelo rádio onde meu pai está ouvindo um pouco de música, já que ele também é um grande apreciador – que me influenciou bastante, devo dizer. De qualquer forma, estava tocando uma música que fala um pouco sobre o que estou dizendo, Time, do Alan Parsons Project.
Bom, apesar de eu estar me viciando nesses desabafos pelo blog, talvez eu tire alguns dias para preparar uns projetos novos que tenho para o ano que vem. Algumas coisas já estão bem encaminhadas, outras nem tanto, mas o importante é FAZER!
“Time, keeps flowing like a river (on and on) to the sea, ’till it’s gone forever…”
Alan Parsons
“Day into night into day (…) Time on my hands slips away ’till I just don’t feel it anymore…”
Paul O’Neill
21/12/08
Comandada pelo guitarrista Olaf Thorsen, a banda sofreu mais mudanças na formação para a gravação desse álbum, o que é um fato muito recorrente na carreira desta. No entanto, o disco combina ótimos timbres, composições e a execução das músicas é impecável. O carismático vocalista Michelle Luppi se sai muito bem como frontman, apesar de seu background musical não ser o heavy metal, mas sim o hard rock e estilos mais suaves. Acredito que, até por isso, ele trouxe um corpo diferente para a banda desde que se juntou a ela.
É interessante o sabor do heavy metal italiano, que se difere por seu lirismo, sem toda a melancolia das bandas finlandesas, por exemplo. É uma abordagem diferente, que gosto muito. Mesmo em um álbum conceitual, com uma história de certa forma triste, não é uma música depressiva, como muitos pensam sobre o estilo. Não é o tipo de música que se ouve no rádio, de forma alguma. Mas, vale a pena para quem já gosta da banda ou para quem quer conhecer algo novo.
“Your fears…have your dreams been killed by the pain?” Olaf Thorsen