Moe's Lucid Dreams
Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…
Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…
19/12/08
A motivação desse post foi por um vídeo que recebi do meu amigo Vikk, que me colocou para pensar. Como sou amante do terror e do suspense, sempre me interessei por esse tipo de coisa. Daí, me lembrei de algo que costumo chamar de “clima de morte” que tem em algumas músicas deles, como A Day In The Life, que, teoricamente, falaria do acidente, com o trecho “He blew his mind out in a car/He didn’t notice that the lights had changed”. Lembrei também de diversas dicas em capas de discos, como essa aí onde aparecem as bonecas sem cabeça na direção do Paul, ou mesmo a de Abbey Road, onde ele interpreta um morto atravessando a rua. Todas essas dicas para a lenda acabavam resultando numa certa elaboração para as músicas, uma preocupação a mais, além de tudo que eles já faziam para tornar sua música única.
Tem um velho ditado sobre quem se finge de morto para se aproveitar, que eu não vou citar aqui…risos. Mas, o importante é que eles usaram esse marketing macabro e funcionou muito bem, funciona até hoje! Mas, claro, antes de isso funcionar, estava já provada a qualidade e relevância musical da banda. E, mesmo que esse Paul fosse um sósia, estas qualidades se mantêm até hoje!
“Some have gone and some remain…” Lennon & McCartney
18/12/08
Todos conhecemos coisas assim, né? Mas sou grato por viver numa época boa nesse sentido: a informação flui de muitas formas. Atualmente, é só lembrar um pedaço da letra e usar seu site de busca! Com um pouquinho de paciência, você descobre muito mais do que realmente precisa sobre a banda…risos. E, com isso, pode descobrir mais música que você provavelmente vai gostar, dessa mesma banda ou de outras com trabalhos no mesmo gênero. De repente, você descobre que o Toto participou de várias gravações antigas do Michael Jackson, corre atrás desse material para ouvir e seu universo musical se expande. Ou você pode acabar descobrindo o elo entre o Toto e Star Wars! Que tal?
“Do or do not. There is no ‘try’!” Master Yoda
17/12/08
Na minha opinião, a resposta é tão simples que chega a ser sarcástica: porque o trabalho não foi meu! Então, isso facilita para olhar de longe e dizer, “ah, se eu fosse o artista X, minha carreira seria fácil, porque o mercado me receberia bem”, ou algo do tipo. Foi o que li hoje numa revista. A matéria comentava as carreiras de guitarristas chamados “virtuosos”, dizendo que se você tivesse o sobrenome Vai, Malmsteen ou Satriani, sua carreira seria mais fácil.

G3 – Joe Satriani, Steve Vai, Yngwie Malmsteen
Eu vejo duas maneiras de interpretar essa colocação. Primeira: se você fosse um dos três, nos dias atuais, sua carreira já estaria estabelecida, com as deles estão. Segunda: a grama do vizinho sempre é mais verde, ou, a guitarra (troque por algo condizente com sua carreira) do vizinho sempre faz mais sucesso que a sua. A primeira, tudo bem, apesar de não estarem no topo de charts da Billboard, os três vivem do que fazem e são felizes com isso. Agora, sobre a segunda…será que é verdade???
Claro que se pensamos que a grama do vizinho é mais verde, pensamos também que a chuva favorece mais sua verdinha que a nossa. E, em diversos casos, não poderíamos estar mais enganados. Volto no que eu disse no começo: não fui eu quem teve a trabalheira toda, então, fica cômodo pensar que foi fácil, não fica? Sobre as carreiras deles, primeiro devo dizer que os três estão muito acima do que se encontra em guitarristas, com relação à técnica e em diversos outros aspectos. Mas, a pedra nasce bruta.
O Yngwie Malmsteen já disse diversas vezes que chegou a estudar DOZE HORAS por dia e foi da Suécia para os Estados Unidos com mais ou menos 18 anos para tentar a sorte. Inovou a abordagem da guitarra com influência da música clássica. O Steve Vai conseguiu seu primeiro trabalho famoso escrevendo a partitura de uma música do Frank Zappa (Black Page, para os curiosos) e mandando para o cara, que imediatamente contratou o Vai para transcrever seu material e descobriu que ele também era um ótimo guitarrista. Vai entrou na banda do Zappa, que o chamava de “Italian Virtuoso”. Depois que o Vai fez sucesso, ele apontou para um cara, até então desconhecido, que tinha sido o professor dele! Claro que os guitarristas, que são os maiores consumidores desse tipo de música, ficaram curiosos sobre quem era o tal de Joe Satriani que ele tinha falado e viram o talento do cara também.
Todo esse papo me enche de vontade de trabalhar cada vez mais! E o motivo é simples: tenho alguns amigos que podem falar bem de mim – e falam. Mas, e se quando o pessoal tivesse ido ver o trabalho do Satriani eles não encontrassem bons resultados?
“I wanna be a busy man. I wanna see a change in the future. I’m gonna make the best of what I have.” Chris DeGarmo
16/12/08
Ontem eu estava novamente conversando com meu amigo Daniel, e falávamos sobre o AC/DC e sua fórmula do sucesso. Sim, há uma fórmula que eles seguem desde o primeiro disco, que faz com que todos tenham um sabor parecido, com a cara da banda. Quando falamos disso, lembrei-me de Malcolm Young, guitarrista da banda (menos famoso que o irmão Angus), pelo fato de que ele retirou de sua guitarra um dos captadores, sem nem mesmo colocar algo para tampar o buraco, simplesmente porque ele não usava o captador. Mas, o que isso tem a ver com foco? Simples. Talvez ele soubesse exatamente o timbre que queria usar para montar a sonoridade característica da banda, e focou nisso.
Claro que nem todas as pessoas que tem foco demonstram dessa forma, se o foco fosse a diversidade de timbres, ele poderia colocar até mais captadores do que o comum na guitarra – os guitarristas lendo devem ter lembrado do Steve Morse. Mas a questão é que, uma vez determinado o foco, é possível canalizar o esforço, de forma a obter os resultados desejados. Mas, para isso, é preciso saber quais são esses resultados!!!
Agora, uma outra coisa sobre a qual tenho pensado bastante: métodos. É ótimo termos os objetivos bem definidos, é necessário para os resultados. Mas, será que é inteligente tentar da mesma forma por diversas vezes? Água mole em pedra dura, blá, blá, blá…Será essa uma frase sobre a persistência ou será sobre o comodismo em não tentar dar a volta – de preferência por cima – da pedra?
“Be careful with what you wish, you just might get it!”