Moe’s Lucid Dreams
Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…

A Escala da sua cabeça

Agosto 13th, 2009 de Moe
MEU! Musicalmente, é um dos melhores vídeos que já vi! Comprova nitidamente que a música é intrínseca à existência humana. Vai ganhar post no blog??? AH, VAI SIM.” Foi assim que respondi um e-mail do meu amigo Gusta com um link para um vídeo muito interessante.

Vou resumir a história, já que estou linkando o vídeo. O Bobby McFerrin (isso, aquele mesmo de Don’t Worry, Be Happy e que ganhou dez prêmios no Grammy) demonstrou em um festival de ciências a percepção das pessoas, gesticulando e pulando no palco. Primeiro, ele marcou uma nota em um lugar que ele pulava. Depois, marcou uma mais aguda e, a partir do terceiro lugar que ele pulou, todas as pessoas começaram a cantar as mesmas notas, a platéia toda! Exatamente como se ele estivesse pulando nas teclas de um piano gigante.

Beleza. Todo mundo cantando junto, que bonito. O problema é: como as pessoas sabiam a nota que deveria ser cantada??? Acabou sendo montada a escala pentatônica com as vozes das pessoas - que basicamente consiste em uma escala de cinco notas, geralmente derivada de outra escala. A escala mais comum, a maior, tem sete notas diferentes e, tirando duas, você obtém a pentatônica.

Eu não tenho a mínima formação em medicina, mas eu acredito que isso remeta à genética. Herança genética, para ser mais exato. Faz tempo que existem os padrões musicais, as coisas consideradas “bonitas” e “certas”, que podem não ser as únicas a agradar ao ouvinte, vide meus artigos falando sobre bandas de sonoridade caótica. Mas, o que penso é que o considerado bonito e certo é na verdade o previsível. Sabe quando entra aquele refrão que você decora de primeira? Aquela passagem “grudenta”? Isso é obtido dado ao grau de previsibilidade da passagem, unido à interpretação do artista e apoiado pela sua herança genética de várias gerações achando aquilo bonito. Daí se montam as relações matemáticas entre as notas na formação de escalas e tudo mais. Daí se explica porque a música pop é pop e porque outras são esquisitas e difíceis de ouvir.

É interessante também como isso assume caráter regional. Por exemplo, o Angra, que toca essencialmente heavy metal, costuma misturar elementos de música brasileira a esse estilo, resultando em acentuações diferentes nos ritmos, percussões não muito usadas para esse tipo de música. Para nós, brasileiros, isso não tem o mesmo impacto que para os japoneses (que adoram o Angra, por sinal). Aqui, a gente já tem um pouco disso na cabeça e a surpresa se dá mais pela mistura do que pelo elemento em si, ao passo que no Japão, esse tipo de coisa brasileira não existe. E os caras ouvem o heavy metal com swing brasileiro e pensam, “que diabos o cara tá fazendo?”, e é “só” uma acentuação de baião com guitarra distorcida.

Tudo me leva a crer que precisamos tomar cuidado com o que preservamos para deixar de herança. Senão, é possível que, em algumas gerações, a beleza musical tome um caráter bem diferente. E possivelmente não tão bonito.

“Just use your head and in the end you’ll find your inspiration”
Axl Rose

Moe.
[Atomic Lab]

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Eu descansaria no sétimo dia

Agosto 6th, 2009 de Moe
Certa vez li que o que somos como músicos é um reflexo do que somos como pessoas. Isso é bem verdade. Não enxergo uma pessoa desleixada sendo um músico perfeccionista. Claro que isso também acontece comigo, então acabo sendo um músico perfeccionista, metódico, extremamente crítico - especialmente comigo mesmo. Por isso, há poucas obras que eu admiro a ponto de colocar no patamar de uma “obra que eu gostaria de ter escrito”. Mas, com certeza esse é o caso de Empire, do Queensrÿche.

Queensrÿche - Empire Era

Antes que achem que estou sendo só fanático (talvez um pouco, mas não é só isso), devo dizer que quem conhece um pouco o mercado musical - seja o antigo, o novo ou tudo que está acontecendo entre um molde e outro - sabe que é extremamente difícil emplacar grandes sucessos no gênero do metal progressivo. E esta é uma banda que conseguiu atingir até quem nem sabe que existe um estilo chamado heavy metal progressivo, ao menos com uma música, e sem destoar do resto do seu trabalho, ou seja, sem tornar-se mais uma one-hit wonder.

Esse disco contou com a formação clássica da banda, Geoff Tate no vocal, Chris deGarmo e Michael Wilton nas guitarras, Eddie Jackson no baixo e Scott Rockenfield na bateria. Tive a felicidade de ver essa formação ao vivo, em novembro de 2007, pouco antes da saída de Chris deGarmo, que foi ser piloto de aviação comercial, após construir uma carreira bem sucedida na música. Vai entender. O pior é que ele era um dos principais compositores, ao lado de Tate, e foi das idéias dele que partiu a maior parte desse disco, que teve cinco video clips gravados e lançados como single, e a música que você provavelmente conhece é Silent Lucidity, que contou com a ajuda de Michael Kamen para os arranjos de orquestra. Tocou em rádios brasileiras até não dar mais. E foi assim que você acabou gostando de uma música que é de uma banda que você nem sabe que existe.

É também fato que esse foi um dos álbuns que eu mais escutei na vida, ao lado de Images And Words, do Dream Theater. E foi justamente o Queensrÿche, junto com o Fates Warning, que pavimentou o caminho para bandas como Symphony X e o próprio Dream Theater com o início do que veio a ser chamado heavy metal progressivo. No início, diziam que o Queensrÿche era uma mistura igualitária de Rush e Iron Maiden. Bem verdade. Com o tempo, o lado progressivo foi aparecendo mais, até chegar ao Empire. Após este, a banda foi tomando outro direcionamento, também bom, mas esse, para mim, foi o apogeu. O mais curioso é que a banda é de Seattle, terra do grunge e outras coisas mais, que nada tem a ver com eles.

Claro que estou ouvindo o CD enquanto escrevo, e agora toca a faixa título, Empire, que aborda temas como formação de gangues de rua e proliferação de drogas, que, mesmo tendo sido composta no início dos anos noventa, continua atual, infelizmente. Mas há também outras mensagens mais introspectivas, como em Best I Can. Ótimas baladas como Jet City Woman, que não exagera no fator radiofônico e mesmo assim foi um dos maiores hits do disco. One And Only e Hand On Heart também tratam de relacionamentos bem como a belíssima Another Rainy Night (Without You). A mais progressiva Anybody Listening? tem uma atmosfera muito interessante e também trata aspectos humanos de um jeito bem poético, assim como Della Brown, só que esta é mais diretamente sobre uma pessoa, menos generalizada. E não posso deixar de citar The Thin Line, que é uma das minhas favoritas, inclusive pelo ótimo trabalho de vocal, e Resistance, que é mais enérgica e mostra bem os ótimos timbres das guitarras - que permeiam todo o disco.

Procurei anos por essa versão do cd que tenho, com três faixas bônus: a maravilhosa Dirty Lil’ Secret, que tem uma vibe meio blues, um pouco diferente do que eles costumavam fazer, mas casando bem com o resto, Last Time In Paris, que foi composta para o filme The Adventures Of Ford Fairlane e a perfeita interpretação de Scarborough Fair, que é uma música de autoria desconhecida, mas que ficou bem famosa na versão de Simon & Garfunkel, que são creditados no disco. Nesta, o alcance vocal de Tate é colocado em pleno serviço da música e mostra que o cara realmente é um vocalista bem diferenciado.

Vou parar por aqui, porque eu poderia ficar dias escrevendo sobre esse disco e essa banda. O que posso dizer é que é certamente uma das minhas maiores influências, especialmente o Chris deGarmo, sempre colocando todo o potencial a favor da música e conseguindo resultados que muitas pessoas que tem mais recursos não conseguem. É um disco que eu gostaria de ter escrito, tocado, criado. E, sem a intenção de cometer nenhuma heresia, se tivesse sido esse o caso, eu ficaria sossegado para descansar no sétimo dia.

“Long ago there was a dream, had to make a choice or two
Leaving all I loved behind for what nobody knew
Stepped out on the stage alive, under lights and judging eyes
Now the applause has died and I can dream again”
Chris deGarmo

Moe.

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O Mundo Precisa de Um Herói

Agosto 3rd, 2009 de Moe
Outro dia, citei o Dave Mustaine e o Megadeth num artigo e resolvi falar um pouco sobre isso. Falar sobre Mustaine não é possível sem falar sobre Megadeth e vice versa. É praticamente como se fosse uma carreira solo com nome de banda, de forma que uma coisa é completamente relacionada com a outra.

Dave Mustaine

É um tanto comum as pessoas citarem O Príncipe, famoso livro de Maquiavel, como um dos favoritos. O difícil é ver alguém realmente aplicando os conceitos e fazendo funcionar, comprovando mais uma vez as práticas recomendadas no livro. Eu vejo esse livro como um dossiê sobre o comportamento humano, conhecimento imprescindível para quem quer exercer qualquer posição de liderança. Pessoalmente, acredito que conhecimento e postura fazem um líder…e foram essas coisas que fizeram Dave Mustaine e grande parte da história do trash metal.

Para quem não conhece a história, vou resumir. Mustaine era guitarrista do Metallica, antes de gravarem Kill’em All, seu primeiro disco. Há algumas músicas no catálogo do Metallica de co-autoria do Mustaine, mas na época ele foi expulso da banda por ter problemas com drogas. Até onde eu sei, ele já teve umas quatro overdoses (documentadas) e sobreviveu sem nunca se ouvir falar que ele tenha ido a uma clínica de reabilitação, diferente do James Hetfield, guitarrista, vocalista e mentor do Metallica. Tendo sido expulso, Dave resolveu montar sua própria banda e acabou também assumindo o posto de vocalista. Assim nascia o Megadeth.

Com liderança e punho de ferro, Mustaine definiu os caminhos da sua banda por onde ele quis ir, de forma que sempre houveram diversas mudanças de formação. Mesmo com essas mudanças, permanecem os ideais dele na música, que também segue aquela veia caótica que eu citei no outro artigo, mas com peculiaridades que não vejo em outras bandas. Há quem odeie o Megadeth. Mas é difícil ficar indiferente ao ouvir o som da banda. O vocal é bem diferente de outras bandas, com forte personalidade e influência clara do (amigo) Alice Cooper, mas numa versão mais agressiva. As músicas tem uma complexidade que faz com que seja necessária muita independência motora para tocar e cantar ao mesmo tempo, coisa que Dave faz de maneira invejável - eu mesmo vi ao vivo mais de uma vez.

Eu já admirava o cara, não precisava de mais nada. Mas, algum tempo atrás, ele teve uma contusão no braço, algo a ver com ligamentos e tendões, e os médicos disseram que com muito trabalho ele voltaria a ter os movimentos, mas não conseguiria mais tocar. Eu não imagino esse cara no palco sem a guitarra na frente. E nem cheguei a ver. Contrariando os prognósticos ruins, ele fez o que foi necessário para ter seus movimentos de volta e tocar novamente. E ficou melhor que antes. Acabou aproveitando o meio-tempo para se resolver espiritualmente e, como ele mesmo diz, colocar suas prioridades em ordem, convertendo-se ao Cristianismo, o que certamente contrasta com suas preferências musicais - e disso eu entendo BASTANTE. Mudou seu comportamento e vive melhor com a família, com a carreira e consigo mesmo. Não sei exatamente em que ponto ele se livrou dos vícios. Mas com certeza ele continua sendo um líder em tempo integral - inclusive sobre si mesmo. E eu o admiro muito por isso.

Claro que há quem não goste e eu acho que é um delírio querer/esperar que todos gostem do seu trabalho. Mas que ele fez a história de um estilo musical, fez. Que ele é um exemplo de liderança, é. E também um exemplo de auto-renovação, mesmo depois de muitos anos com uma fórmula funcionando bem. E isso me traz o otimismo do seguinte ponto de vista: não é que as coisas não estejam boas…é que sempre podem ser melhoradas!

“Yesterday’s answers has nothing to do with today’s questions.”
Dave Mustaine

Moe.

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Inimigos da Realidade

Julho 30th, 2009 de Moe
Sempre gostei de música que me desse uma certa sensação de “caos” - e sempre que penso nisso lembro do Nevermore. É uma banda pouco conhecida no Brasil, mas que tem se destacado no universo do heavy/trash metal internacional com suas músicas enérgicas, com temas que realmente condizem com a realidade humana atual.

Nevermore
Se você ainda não está vendo uma foto aqui, isso significa que o serviço de FTP da Locaweb está uma merda e eu não consegui atualizar os arquivos. O serviço de cobrança deve estar funcionando, já que recebi meu boleto direitinho…

O Nevermore surgiu das cinzas de outra banda, o Sanctuary, que se desfez na época que o grunge varreu o mercado musical. A razão desse rompimento foi justamente o direcionamento musical e os membros que queriam manter a direção formaram a banda nova, Warrel Dane (vocal), Jim Sheppard (baixo) e o recém-chegado Jeff Loomis (guitarra). Apesar de nem todas as músicas do primeiro álbum terem sido gravadas por ele também, uniram-se ao baterista Van Williams e tiveram alguns guitarristas ao lado de Loomis ao longo dos anos, pois ao vivo não era possível executar as músicas devidamente com só um guitarrista. Atualmente, a banda conta com Steve Smyth na guitarra também, que já está estabilizado há alguns anos nessa formação.

Algumas coisas precisam ser ditas sobre essa banda para quem quer conhecer. Primeiro, são de Seattle, ou seja, estavam no olho do furacão que acabou inclusive com o Sanctuary, mas jamais seguiram as tendências do mercado para se destacar. Segundo, todos os músicos são muito competentes! Na verdade, Jeff Loomis foi o responsável por Marty Friedman ter entrado no Megadeth, pois Loomis fez um teste para o posto na banda, mas como tinha apenas 16 anos (!), Dave Mustaine não podia arrebanhá-lo, mas disse a ele que um dia ele seria um grande e importante guitarrista. Ele, quando encontrou-se com Friedman, falou da vaga e este foi atrás…o resto é história do Megadeth.

Bom, além de falar dessa ótima banda (para quem gosta do tipo de música que eu descrevi, claro), eu queria trazer à tona a perseverança do Jeff Loomis. Atualmente, mais ou menos vinte anos depois da conversa com Mustaine, Loomis toca nos maiores festivais de metal do mundo, tem discos vendidos no mundo todo, uma carreira bem sólida com sua banda (apesar de que o mais perto que eu os vi da mídia aqui foi num vidro de ônibus, num anúncio do festival Live And Louder) e com um ótimo álbum solo lançado no ano passado. Uma carreira de sucesso. Tivesse ele se deixado abater por não poder entrar no Megadeth naquela época, por um mero detalhe que nada tinha a ver com sua musicalidade, e as coisas todas teriam sido muito diferentes. Perseverança e trabalho. Realmente, é um combo imbatível.

“Reality is distortion of perception. (…)
There is no stronger drug than reality. We are the enemy.”
Warrel Dane

Moe.

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Trinta Moedas de Prata (ou Who’s Bad???)

Julho 21st, 2009 de Moe
Esse sim foi um título exagerado. Talvez eu o mude, mas acho que não. Explicando a referência: como podemos num dia estar ao lado de alguém e no outro colocando um preço na vida dessa pessoa?

Michael Jackson Memorial Tickets

Tudo vira show para quem especula sobre a vida alheia. Há anos eu vejo um monte de gente criticando o Michael Jackson sobre muitas coisas. Quando houve a notícia do falecimento e, após alguns dias, do “velório”, eu tinha certeza de que alguém ia fazer alguma esperteza. Não deu outra.

Resumidamente, resolveram fazer o evento num local fechado, com um número limitado de “convites”, que seriam distribuídos gratuitamente para fãs, seguindo algum critério hipotético. Claro que, de alguma forma, certas pessoas conseguiram ter convites em mãos para VENDER!!!

É muito desrespeitoso um lance desses. Depois é só o brasileiro que é espertinho. Claro que quem vende tem a maior parte da culpa, mas quem compra é também culpado por sustentar um mercado mais sujo e vulgar do que a própria pirataria musical. Não são mais CDs sendo vendidos em banquinhas nas ruas. São pessoas.

Moe.

“Who will rape the weak when there’s nothing left to gain?”
Warrel Dane

PS: Dias depois de ter escrito esse post, antes de publicá-lo, recebi uma notícia. Aumentou ainda mais a vendagem de discos do Michael Jackson. Mais de um milhão de unidades. Em uma semana. Somente nos EUA, sem contar o resto do mundo. Quem sabe as pessoas estão esquecendo as fofocas e lembrando da música…

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Uma nova monarquia

Julho 10th, 2009 de Moe
Tenho refletido muito sobre o mercado musical, como sempre, mas sob uma ótica diferente, em função da morte do Michael Jackson. Unido com algumas coisas que andei lendo a respeito dos novos moldes de mercado, estou pensando sobre o novo molde da popularidade artística e como isso seria representado na mídia.

Chess

Antigamente, as coisas eram mais simples. O mais popular era o que vendia mais discos. Atualmente, você pode vender mais uma música do que outra, dentro de um mesmo disco. Você pode optar por dar sua música de graça e vender ingressos para os shows. Você pode fazer os shows de graça e optar por vender as músicas. Você pode fazer muitas coisas que antes eram impraticáveis. Você pode ainda ter uma gravadora ou ser totalmente independente. Como se medem os resultados com tantas variáveis?

Medir pode não ser tão difícil, uma vez que tudo que citei é “quantificável”. O problema seria comparar os resultados de uma origem e de outra. Você poderia conseguir reunir muitas pessoas em shows, mas as vendas das músicas podem não ir tão bem. Você pode, com isso, acabar vendendo mais camisetas do que músicas. Mas, você é músico ou estilista? Claro que isso ajudaria a espalhar o nome da banda, despertar curiosidade. Mas como um “Top X” de artistas seria montado? E para que isso seria montado?

O que eu tenho reparado é que cada vez menos eu conheço os artistas que estão nessas listas. Nunca fui um cara chegado na “modinha”, acho que modismos massificam as pessoas e eu não gostava de uniforme nem quando estudava na pré-escola (que na época ainda tinha esse nome). Mas é claro que podem surgir coisas interessantes que tomam proporções mundiais. Mas, atualmente, existem muito mais formas de ser “interessante”, mas ainda não existem muitos meios de medir isso. Existe uma forma antiga de encarar algo completamente novo. Existe um mercado morrendo para dar lugar a outro novo.

“I don’t wanna have it all, I just wanna have enough.”
Corey Taylor

Moe.

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Fazendo música ou fazendo dinheiro?

Julho 7th, 2009 de Moe
Esses dias, estava atrás de algum assunto mais alegre para escrever, já que o último post foi um obituário. Mas li um outro artigo na internet que me fez pensar sobre outras coisas que estão morrendo também: o sustento através da ARTE ao invés da FAMA.

Wakko Warner

Esbarrei em um artigo que, resumidamente, falava sobre faturar muita grana usando twitter e afins. Sem problemas, todo mundo precisa e quer ganhar dinheiro e a internet é um ótimo meio e isso não é segredo. A questão é que, durante a leitura, percebi que tudo aquilo era muito pouco a respeito da música ou mesmo do comércio musical e tinha tudo a ver com vender baboseiras usando a fama e influência que se tem sobre os fãs.

Também me fez perceber, pelo relato do artista sobre como andaram bem as vendas, que hoje em dia a galera está bem disposta para pagar pela garrafa de vinho que o camarada esvaziou durante um webcast, mas pouco disposto a pagar pela música desse mesmo artista. Claro, a garrafa você não pode copiar e distribuir. Mas você pode pegar qualquer garrafa e contar a história que quiser…eu mesmo já ouvi alguns absurdos que preferi dar uma risada e deixar para lá.

Enfim, tem bastante gente vivendo de vender a fama. “Olha, eu to aparecendo aqui e você curte alguma coisa que eu faço (de vez em quando), não quer me dar um dinheiro?” Alguém pensou no BBB? Pois é. Financie a ARTE e deixe a fama ser conseqüência!

“Perspective is lost in the spirit of the chase.”
Dave Mustaine

Moe.

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