Moe’s Lucid Dreams
Sonhos lúcidos com uma trilha sonora incrível…

Trinta Moedas de Prata (ou Who’s Bad???)

Julho 21st, 2009 de Moe
Esse sim foi um título exagerado. Talvez eu o mude, mas acho que não. Explicando a referência: como podemos num dia estar ao lado de alguém e no outro colocando um preço na vida dessa pessoa?

Michael Jackson Memorial Tickets

Tudo vira show para quem especula sobre a vida alheia. Há anos eu vejo um monte de gente criticando o Michael Jackson sobre muitas coisas. Quando houve a notícia do falecimento e, após alguns dias, do “velório”, eu tinha certeza de que alguém ia fazer alguma esperteza. Não deu outra.

Resumidamente, resolveram fazer o evento num local fechado, com um número limitado de “convites”, que seriam distribuídos gratuitamente para fãs, seguindo algum critério hipotético. Claro que, de alguma forma, certas pessoas conseguiram ter convites em mãos para VENDER!!!

É muito desrespeitoso um lance desses. Depois é só o brasileiro que é espertinho. Claro que quem vende tem a maior parte da culpa, mas quem compra é também culpado por sustentar um mercado mais sujo e vulgar do que a própria pirataria musical. Não são mais CDs sendo vendidos em banquinhas nas ruas. São pessoas.

Moe.

“Who will rape the weak when there’s nothing left to gain?”
Warrel Dane

PS: Dias depois de ter escrito esse post, antes de publicá-lo, recebi uma notícia. Aumentou ainda mais a vendagem de discos do Michael Jackson. Mais de um milhão de unidades. Em uma semana. Somente nos EUA, sem contar o resto do mundo. Quem sabe as pessoas estão esquecendo as fofocas e lembrando da música…

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Uma nova monarquia

Julho 10th, 2009 de Moe
Tenho refletido muito sobre o mercado musical, como sempre, mas sob uma ótica diferente, em função da morte do Michael Jackson. Unido com algumas coisas que andei lendo a respeito dos novos moldes de mercado, estou pensando sobre o novo molde da popularidade artística e como isso seria representado na mídia.

Chess

Antigamente, as coisas eram mais simples. O mais popular era o que vendia mais discos. Atualmente, você pode vender mais uma música do que outra, dentro de um mesmo disco. Você pode optar por dar sua música de graça e vender ingressos para os shows. Você pode fazer os shows de graça e optar por vender as músicas. Você pode fazer muitas coisas que antes eram impraticáveis. Você pode ainda ter uma gravadora ou ser totalmente independente. Como se medem os resultados com tantas variáveis?

Medir pode não ser tão difícil, uma vez que tudo que citei é “quantificável”. O problema seria comparar os resultados de uma origem e de outra. Você poderia conseguir reunir muitas pessoas em shows, mas as vendas das músicas podem não ir tão bem. Você pode, com isso, acabar vendendo mais camisetas do que músicas. Mas, você é músico ou estilista? Claro que isso ajudaria a espalhar o nome da banda, despertar curiosidade. Mas como um “Top X” de artistas seria montado? E para que isso seria montado?

O que eu tenho reparado é que cada vez menos eu conheço os artistas que estão nessas listas. Nunca fui um cara chegado na “modinha”, acho que modismos massificam as pessoas e eu não gostava de uniforme nem quando estudava na pré-escola (que na época ainda tinha esse nome). Mas é claro que podem surgir coisas interessantes que tomam proporções mundiais. Mas, atualmente, existem muito mais formas de ser “interessante”, mas ainda não existem muitos meios de medir isso. Existe uma forma antiga de encarar algo completamente novo. Existe um mercado morrendo para dar lugar a outro novo.

“I don’t wanna have it all, I just wanna have enough.”
Corey Taylor

Moe.

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Fazendo música ou fazendo dinheiro?

Julho 7th, 2009 de Moe
Esses dias, estava atrás de algum assunto mais alegre para escrever, já que o último post foi um obituário. Mas li um outro artigo na internet que me fez pensar sobre outras coisas que estão morrendo também: o sustento através da ARTE ao invés da FAMA.

Wakko Warner

Esbarrei em um artigo que, resumidamente, falava sobre faturar muita grana usando twitter e afins. Sem problemas, todo mundo precisa e quer ganhar dinheiro e a internet é um ótimo meio e isso não é segredo. A questão é que, durante a leitura, percebi que tudo aquilo era muito pouco a respeito da música ou mesmo do comércio musical e tinha tudo a ver com vender baboseiras usando a fama e influência que se tem sobre os fãs.

Também me fez perceber, pelo relato do artista sobre como andaram bem as vendas, que hoje em dia a galera está bem disposta para pagar pela garrafa de vinho que o camarada esvaziou durante um webcast, mas pouco disposto a pagar pela música desse mesmo artista. Claro, a garrafa você não pode copiar e distribuir. Mas você pode pegar qualquer garrafa e contar a história que quiser…eu mesmo já ouvi alguns absurdos que preferi dar uma risada e deixar para lá.

Enfim, tem bastante gente vivendo de vender a fama. “Olha, eu to aparecendo aqui e você curte alguma coisa que eu faço (de vez em quando), não quer me dar um dinheiro?” Alguém pensou no BBB? Pois é. Financie a ARTE e deixe a fama ser conseqüência!

“Perspective is lost in the spirit of the chase.”
Dave Mustaine

Moe.

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This is it.

Junho 26th, 2009 de Moe
Faz tempo que eu queria ter escrito um artigo sobre esse Rei sem herdeiros. Infelizmente, ele teria um sabor alegre quando pensei em fazê-lo…mas não o fiz.

Michael Jackson

Michael Jackson é uma daquelas pessoas que eu jamais imaginei velho. Não por alguma coisa premonitiva nem nada do gênero. Mas sim por causa do caráter icônico que ele atingiu e sempre me vem na cabeça - no alto da Estátua da Liberdade, nos idos de 1991, época de Dangerous. Roupas pretas e brancas, uma luva bem diferente e os cabelos voando com o vento, tudo isso visto por um garoto de 9 anos, que começaria a estudar música pouco tempo depois, para não parar mais.

John Lennon disse que “Um rei sempre acaba morto por seus cortesãos”. Pensei isso na hora que recebi a notícia por telefone da morte de Michael, seguido pelas mais sinceras palavras, “caralho, que merda”. Não dava pra pensar em nada mais poético e sentido. Agora, tô tentando organizar os pensamentos para escrever, ouvindo The Way You Make Me Feel, do álbum Bad.

Se a metade das pessoas que o criticava por qualquer motivo tivesse feito a metade do que ele fez, o mundo seria bem melhor. Teria muita música melhor. Teria artistas melhores. É fácil falar mal. É fácil esquecer que ninguém é perfeito, que por trás do ícone existe um ser humano que tem a vida posta num microscópio o tempo todo, enquanto nós vivemos fazendo nossas “cagadas anônimas”. Os mesmos que agora o chamam de esquisito, pejorativamente, já o chamaram de original e excêntrico. Os mesmos que criticam sua falência piratearam suas músicas, contribuindo com o ocorrido. A mão que afaga é a mesma que apedreja. Ontem era da moda. Hoje é brega. Tsc, tsc.

Você que está lendo pode estar pensando, mas e as acusações de pedofilia? Eu digo: eu não estava lá, não sei se aconteceu ou não. Mas sei que já vi pessoas se vendendo e vendendo até amigos por muito menos do que esses pediam de indenização a Michael. Como se dinheiro e exposição pública curassem alguma ferida moral de alguém. Como se alguém realmente vítima sentisse vontade de mostrar o rosto para o mundo inteiro e se expor dessa forma. Duvido muito. Agora começa Just Good Friends. Mas é fácil acusar. É fácil colocar alguém na frente de um juiz para se justificar. Difícil é ter o disco mais vendido do mundo. Numa época em que a população mundial era MUITO menor do que a atual, ele vendia mais discos que muitos artistas de hoje que se consideram no topo. E todo mundo gostava, adultos, crianças, idosos. Numa época que não tinha YouTube, MySpace, iTunes, blog.

Bom, originalmente, esse artigo seria sobre a velocidade na qual se esgotaram os ingressos dos 50 shows de Londres. Somente hoje vi o vídeo dele falando sobre o evento - “This is it. This is the final curtain call”. Mas o pano caiu um pouco antes. Mas, se você pode reconhecer uma árvore pelos seus frutos, pode também conhecer um homem por suas obras. A música de Michael é imortal. Ainda bem, porque o trono do Rei do Pop não tem um herdeiro à altura.

Michael Jackson

“Be careful of what you do ’cause the lie becomes the truth.”

“If they say why, why, tell ‘em that it’s human nature.”

“Well, they say the sky’s the limit and to me that’s really true. But my friend you have seen nothin’. Just wait ’til I get through…”

“I’m gonna make a change for once in my life. It’s gonna feel real good, gonna make a difference, gonna make it right.”

“Can’t you see? You’re just another part of me.”

“I have to find my peace ‘cuz no one seems to let me be.”

“They say I’m different, they don’t understand. But there’s a bigger problem that’s much more in demand.”

“Do you remember those special times? They’ll just go on and on in the back of my mind.”

“You won’t be laughing girl when I’m not around but I’ll be ok.”

“Like a rainbow fading in the twinkling of an eye. Gone too soon.”
Moe.

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Propósitos maiores

Junho 17th, 2009 de Moe
Nesse final de semana, assisti a dois documentários que já havia visto algum tempo atrás e fiquei pensando sobre os propósitos que temos em carreiras e trabalhos.

Dream Theater - Systematic Chaos

Ambos os documentários foram do Dream Theater, banda que gosto muito e tenho como grande influência, por unir dois dos estilos com os quais mais me identifico, o metal e o progressivo. Riding The Train Of Thought foi o primeiro e Chaos In Progress - The Making Of Systematic Chaos foi o segundo documentário. Ambos narram e mostram dias de trabalho da banda, em dois momentos, os bastidores de um show no Japão e a criação de um álbum novo.

O que tudo isso me mostrou a respeito de propósitos foi, para começar, a conhecida dedicação dos membros ao trabalho. Elaboração de setlist dos shows, passagens de som com os caras deitados no chão sofrendo por conta do jetlag, idéias surgindo em meio às gravações no estúdio e o nível de auto-crítica que eles colocam no trabalho, procurando os caminhos para obter sempre o melhor resultado possível.

É bom ver tudo isso. E é mais inspirador ainda por não se tratar de uma banda da qual a mídia fala muito. Claro, grande parte dos leitores do blog conhecem e gostam, diversas pessoas da minha rede de contatos conhecem. Mas, não é o tipo de show que é comentado nos telejornais ou na mídia impressa não-especializada. Mas, a dedicação deles é respondida com duas vozes muito altas: os ótimos resultados obtidos e a fidelidade dos admiradores.

Se o propósito for fazer concorrência com a música insossa que permeia os meios de comunicação atualmente, esqueça. Esse é definitivamente o caminho errado. Mas, o mundo precisa de bons músicos, não de gente famosa. Claro que a fama é boa, traz reconhecimento, às vezes dinheiro. Mas, se o propósito for um bom trabalho, se o propósito for transmitir a sua visão com a sua música, é preciso mais que fama. É preciso coragem e determinação para seguir com a meta que você mesmo estabeleceu. E paciência para esperar os resultados.

“And just when you’re through hanging on, you’re saved.”
Mike Portnoy

Moe.

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Idos Tempos

Junho 5th, 2009 de Moe
Hoje li um post no blog de uma amiga que me deixou um tanto saudosista. Era uma vez uma banda chamada Rock Juice…

Rock Juice
Vikk Johnson (d), Gusta Barrancos (g), Bia Sousa (v), Lennon Fernandes (b), Moe (g).

A tônica desse post é saudosista, mas não tem só esse sabor. É que cada vez que penso em um projeto musical, penso em todo o amor pela música envolvido e compartilhado pelas pessoas. Fico pensando sobre como esse trabalho é diferente de qualquer outro no mundo.

Imagine que você só trabalha com amigos, com quem tem um certo grau de intimidade. Você “pode” falar o que quiser, eles também, não há “chefe” na equipe, e todo mundo faz o que gosta. Isso é uma banda de rock. É diferente de você ter um projeto seu, é diferente de qualquer outra coisa. Mas, acredito que a entidade mais próxima de uma banda de rock seja uma família.

Primeiro, você pode falar tudo, devido à intimidade. Não quer dizer que você deva falar coisas que vão machucar as pessoas. Segundo, não há um chefe, o que não quer dizer que não haja ordem, organização de algum tipo. Ainda que seja uma organização abstrata.

Eu não lembro exatamente quanto tempo durou essa banda, mas foi o suficiente para muito aprendizado musical, para muita diversão, para nutrir muito as amizades que temos. Foi o suficiente para deixar saudades.

“Part of the world that you live in…You are the part that you’re giving.”
Renaissance

Moe.

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Paul McCartney - Back In The US

Junho 1st, 2009 de Moe
Quando Paul lançou o álbum Driving Rain, fez uma extensa turnê chamada Driving USA, que foi registrada nesse DVD e também no CD homônimo.

Paul McCartney - Back In The US

Claro que é sempre atrativo um show com diversos sucessos. Mas, além disso, o vídeo conta com diversos momentos de bastidores da turnê, passagens de som, todo tipo de coisa que os fãs gostam de ver e cujas oportunidades são raras.

É ótimo ver a integração entre os músicos, de uma competência invejável, recriando clássicos de várias épocas ao vivo. Rusty Anderson, guitarrista; Brian Ray, baixista e também guitarrista; Paul Wickens, tecladista; e Abe Laboriel Jr., baterista. Essa é a banda que o acompanhou nesses shows, que está com ele até hoje, sete anos depois. Além de ótimos instrumentistas, todos fazem ótimos vocais, o que é imprescindível para a música de McCartney.

Acredito que a maioria dos leitores desse blog seja fã dele, então já devem conhecer a obra. Se não for, pode conferir, porque sem dúvida nenhuma vai valer a pena.

“The chef prepares a special menu for your delight…”
Paul McCartney

Moe.

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